Mostrando postagens com marcador falta de professores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador falta de professores. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Déficit de professores (rede municipal de sp) cresce e chega a 4,7 mil profissionais

Fonte: O Estado de São Paulo

O déficit de professores na rede municipal quase triplicou. As escolas precisam, hoje, de 4,7 mil docentes. Em janeiro de 2013, ao assumir a Prefeitura, Haddad tinha de colocar 1,8 mil professores na rede, um aumento de 161% no déficit. A capital tem 62 mil professores só na administração direta (sem contar as unidades terceirizadas). A falta de professores afeta todas as etapas atendidas pela Prefeitura, mas é mais grave nos anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano), que precisam de 3,1 mil docentes.
A defasagem, porém, não significa que há crianças sem aula. Na maior parte dos casos, os professores ficam sobrecarregados, com mais alunos em sala do que o que determina norma municipal: de 7 a 29 estudantes por sala na educação infantil (de 0 a 5 anos); até 30 alunos no 1.º ano do fundamental; 32 alunos no 2.º ano do fundamental e 33 crianças nos anos finais do fundamental e no ensino médio. “Tem professores temporários, mas quando um sai de licença e outro falta, alguém acaba sobrecarregado, é uma bola de neve”, afirmou uma professora de uma creche de Guaianases, na zona leste.
A defasagem é maior nas disciplinas de Arte (582), Inglês (552), Geografia (525) e Matemática (435). Nas escolas de educação infantil (CEI) faltam 1.393 professores. A periferia concentra as regiões que mais precisam de profissionais. Campo Limpo, na zona Sul, precisa de 1 mil docentes, seguido por Pirituba (564) e Capela do Socorro (514). Os números foram obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.
Segundo a Secretaria Municipal da Educação, o déficit cresceu porque houve um aumento no número de profissionais aposentados e exonerados no mesmo período. Em 2012, a rede municipal registrou 1.197 aposentadorias, praticamente metade de 2014 (2,3 mil) ou 2015 (2,1 mil). No período, foram exonerados 2,5 mil professores. A pasta também afirma que o aumento no número de unidades e de classes fez com que a demanda por professores crescesse.
O presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Claudio Fonseca, tem pressionado a Prefeitura para que os aprovados no último concurso, feito em 2015, para educação infantil e ensino fundamental I (do 1.º ao 5.º ano) sejam convocados. A Prefeitura diz que nomeará 1.400 aprovados em agosto deste ano. Também está parado o concurso de professores de ensino fundamental II e médio, feito em março. Por causa das regras do período eleitoral, a homologação das 2,4 mil vagas oferecidas só será possível em 2017.
Creches
Outro gargalo são as creches terceirizadas. Para diminuir o déficit de vagas na educação infantil, a gestão Haddad fez convênios com unidades construídas e administradas pelo setor privado. Nestas escolas, o número de professores contratados depende do número de alunos, mas não há temporários. “Se um professor falta, fica doente ou tem algum problema, acumula criança na sala. Fica difícil para um só professor cuidar de 20 alunos pequenos”, disse uma funcionária de uma creche conveniada no centro.
Desde a homologação do último concurso para professores na educação infantil, feito em 2015, docentes criaram uma campanha virtual para tentar chamar a atenção do prefeito. Um professor de 43 anos, que pediu para não ser identificado, é um dos que participam do protesto. Ele está desempregado desde o começo do ano e afirma ter recusado um emprego em uma escola particular porque achava que logo seria chamado. “Já estou perdendo as esperanças de que vão me chamar. É horrível essa situação, preciso pagar minhas contas.”
Ações desencontradas
Para Maria Márcia Malavasi, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a falta de docentes mostra que as ações da Prefeitura para a educação estão “desencontradas”. “Se houve aumento de unidades, a Prefeitura deveria ter planejado as ações para não deixar os alunos sem professores.” A Secretaria diz que 16,8 mil docentes foram nomeados desde 2013.
A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio de nota, que já nomeou quase 16,8 mil professores desde o início da gestão Fernando Haddad (PT), entre eles professores de educação infantil e ensino fundamental, além de coordenadores pedagógicos e auxiliares técnicos de educação.
A pasta afirma que, por causa da ampliação de vagas em toda a rede municipal, “ocorrida com a construção de novas unidades educacionais e com o aumento no número de classes em escolas já existentes”, a demanda pelos profissionais aumentou – de 21,4 mil professores na educação infantil e no ensino fundamental I, em 2012, para 24,3 mil em 2016, segundo a administração municipal.
A secretaria também justificou o número de vagas abertas com as aposentadorias e exonerações. Segundo a pasta, o número de aposentados subiu de 1.197, em 2012, para 2.150 no ano passado. No primeiro semestre deste ano, 976 professores também se aposentaram. O número de exonerados também aumentou de 864, em 2012, para 908 no ano passado. Só nos primeiros seis meses de 2016, foram 379 exonerados.
Planejamento
A meta do governo municipal é nomear 1.400 professores até agosto, além de 350 diretores e 90 supervisores escolares. A secretaria também diz que não faltam professores nas salas de aula, uma vez que há um planejamento anual, com contratação de docentes temporários.
De acordo com a secretaria, desde 2013, a Prefeitura já nomeou 17 mil profissionais para a educação, entre professores, coordenadores pedagógicos e auxiliares técnicos. A maior parte das contratações (8.827) foi para docentes da educação infantil e do fundamental I. 
Sobre as críticas de falta de professores nas creches conveniadas, a secretaria informou que o atendimento aos alunos dessas unidades “segue um procedimento criterioso adotado em toda a cidade” e que todas elas devem seguir as diretrizes do Município. 
Segundo a Prefeitura, as instituições conveniadas são responsáveis pelos quadros de professores que atuam em suas unidades e, caso a creche não ofereça o padrão de qualidade exigido, pode ter o convênio encerrado. Ainda de acordo com a administração municipal, nos últimos quatro anos, 80 convênios com essas instituições foram encerrados.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Falta de interesse pela carreira do magistério

Qual a novidade. Apenas publico mais uma matéria que trata sobre o mesmo assunto já abordado inúmeras vezes.

Fonte: O Estado de São Paulo

A questão docente não é uma preocupação apenas do Estado de São Paulo mas um drama vivido em todo o País. Estimativa recente aponta déficit de 170 mil professores de Matemática, Física e Química. Mas estatísticas do Ministério da Educação (MEC) revelam uma situação ainda mais grave: o número de interessados em ser professor está caindo a cada ano, o que torna mais difícil suprir as demandas.

De 2006 a 2001, o número de alunos que entraram em Licenciatura e Pedagogia caiu 7,5%. Em 2011, último ano em que os dados estão disponíveis, foi registrado o menor volume de pessoas que ingressaram nesses cursos desde 2004. Foram 662 mil matriculados em cursos presenciais  na modalidade a distância em todo País.

O total de diplomados interrompeu crescimento registrado entre 2000 e 2009. Depois disso, teve queda de 115. Em 2011, 358 mil pessoas formaram-se em Licenciatura ou Pedagogia, formação padrão para atuação na educação básica (do ensino infantil ao médio). Apesar de desaceleração no ritmo de formação, o número de professores no País tem aumentado nos últimos três anos. Em 2012, existiam 2,1 milhões de docentes de educação básica.

A superintendente do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação (Cenpec), Anna Helena Altenfelder, lembra de pesquisa recente da Fundação Carlos Chagas (FCC) que mostra que os jovens não querem ser professores. "O estudante do ensino médio respeita o professor, mas diz 'eu não quero', porque ele vê a dificuldade e a vida dos docentes", afirma. "Há uma questão da precarização da atividade: do salário, progressão a carreira à valorização social do magistério."

Perfil. 

Com esse contexto negativo, a carreira docente não tem atraído, em geral, os alunos com melhor desempenho no ensino médio. "O Estado de São Paulo, por exemplo, tem 985 de seus professores formados nas instituições privadas, que em geral têm as piores condições, professores menos qualificados e formam mal o aluno", diz o professor de Educação da USP Romualdo Portella.

Dados de levantamento da FCC revelam que 39,25 dos professores do País são de famílias de baixa renda (de até 3 salários). Além disso, 5,65 dos professores têm mães com nenhuma escolaridade ou que cursaram apenas até a 4a série.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Piores escolas públicas sofrem com a falta de professores

Qual a novidade? até agora nenhuma. De fato existe a falta de professores e de fato a SEE continua dizendo que não tem falta de professores. Assim continuamos a fingir que ensinamos e os alunos a fingir que aprendem. Qualidade. Essa sim de fato não existe.
Fonte: 16/08/2012 Ana Flávia Oliveira e Rafael Italiani do Agora
As escolas públicas de São Paulo com pior desempenho no ensino fundamental no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2011 sofrem com a falta de professores, dizem pais e alunos.
O índice do MEC (Ministério da Educação) vai de 0 a 10 e leva em conta a nota na Prova Brasil e as taxas de aprovação dos alunos de colégios públicos e particulares.
O pior índice de 2011 na capital foi o da Escola Estadual Jardim Esperança, no Jardim Ângela (zona sul), que alcançou 2,1 no 9º ano do ensino fundamental.
Já a Escola Municipal Professor Mailson Delane, em Cidade Tiradentes (zona leste), obteve 3,1 na avaliação do 5º ano do fundamental.
Na escola Jardim Esperança, os pais dizem que a falta de professores já é uma rotina. "Isso atrapalha na educação. O aluno vai perdendo o interesse", afirma a dona de casa Regina Muniz, 47 anos, mãe de um aluno.
Resposta
A Secretaria Estadual da Educação, responsável pelo escola Jardim Esperança, afirma que não há falta de docentes na unidade e que o colégio dispõe ainda de professores auxiliares para dar apoio aos estudantes com defasagem de aprendizado.
Em relação à escola da Cidade Tiradentes, a Secretaria Municipal da Educação afirmou que a evasão das crianças, comum na região, compromete o desempenho escolar.
A pasta informou ainda que não há falta de professores na unidade.
Os funcionários das escolas não quiseram atender a reportagem e as diretoras das duas unidades se recusaram em comentar as notas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

FALTAM DOCENTES NAS ESCOLAS ESTADUAIS

Qual a novidade????
Fonte: O Estado de São Paulo - 04/05/2012
Os estudantes das escolas estaduais de São Paulo têm se acostumado com a ausência de professores, principalmente nas disciplinas de arte, geografia, sociologia e matemática. A falta de docentes atinge a rede e preocupa a Secretaria Estadual de Educação, que já liberou a convocação de profissionais reprovados em exame do Estado e de alguns que nem fizeram essa prova.
Em escolas como a Profa. Ondina Rivera Miranda Cintra, em Santo André, Região Metropolitana de São Paulo, a falta de professores é grave e coloca em risco o ano escolar dos alunos. Um docente ouvido pela reportagem do jornal 'O Estado de São Paulo', que foi publicada na edição desta sexta-feira (4/5), diz que há turmas que só tiveram duas aulas de geografia desde o início das aulas.
A pasta defende que o déficit de professores no Estado é de apenas 0,6% em todo o Estado. Significa dizer que apra suprir aulas livres e em substituição de toda a rede estadual seriam necessários cerca de 1,3 mil professores - considerando a média de 23 aulas por docente. A secretaria não detalha quantas escolas sofrem com a ausência de professores e quais regiões são mais atingidas.
Em nota, a secretaria afirma que a situação deve melhorar com o passar dos anos por causa da política salarial adotada pelo governo, o projeto do Estado prevê para o quadriênio de 2011 a 2014 o aumento acumulado de até 42,2% para o magistério.
A pasta defende que, por ser muito grande, a rede tem uma movimentação constante. As causas são falecimentos, aposentadorias, exonerações, demissões ou afastamentos temporários. O governo informou que vai publicar edital para novo concurso público de professores no próximo semestre, quando promete ter convocado pelo menos 32 mil aprovados em 2010.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estudante de escola estadual tem aula vaga todos os dias

Faltou apenas ouvir os representantes da escola, da diretoria de ensino e da SEE. Sugiro a aluna que se mostra tão interessada que procure uma escola próximo a casa dela, tenho certeza que há vagas e também outras escolas. Que temos aulas vagas na rede isso é um fato. Mas não podemos banalizar e generalizar.
Fonte: 04/05/2011 Fernanda Barbosa do Agora
Mariana (nome fictício), 14 anos, passa mais horas diárias no trânsito do que prestando atenção a um professor. A escola estadual MMDC, onde cursa o 1º ano do ensino médio, na Mooca (zona leste de SP), tem aulas vagas todos os dias, segundo a aluna.
"Demoro duas horas para chegar [à escola] e duas horas e meia para voltar. Não compensa para ter só duas ou três disciplinas", diz. A carga total diária, com cinco aulas e o intervalo, é de cinco horas e meia --das 7h às 12h30.
O problema é que, com aulas vagas, o período em que os alunos ficam em classe, com um professor, não passa de três horas, de acordo com os estudantes.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Por falta de professores, alunos são dispensados no interior de SP

Fonte: 17/02/2011 - 11h23 JULIANA COISSI Folha de São Paulo de Ribeirão Preto
A falta de professores para preencher lacunas na grade horária tem feito com que turmas sejam dispensadas das aulas em escolas estaduais de Ribeirão Preto (a 313 km de SP).
Desde o início das aulas, a dispensa ou o remanejamento de classes ocorreram em ao menos quatro escolas, segundo estimativa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
Os alunos retomaram o ano letivo no último dia 10. Os problemas com lacunas de aulas foram relatados nas escolas Meira Junior, Baudílio Biagi, Edgardo Cajado e Francisco Cunha Junqueira, segundo o sindicato e professores ouvidos pela Folha.
Um dos docentes relatou uma terceira situação de improviso: para que alunos do período da tarde não ficassem sem aula, os professores da manhã precisaram extrapolar seus horários e trabalhar no turno seguinte.
O conselheiro estadual da Apeoesp José Wilson de Souza Maciel disse que o governo impediu que professores temporários que não passaram na prova do Estado, mas que estavam presentes na unidade, assumissem a aula para evitar que os alunos fossem para casa.
A prova foi aplicada no final do ano passado e, juntamente com os anos de experiência, serviu de critério para distribuir as aulas não assumidas por professores efetivos (concursados).
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação disse que na véspera do início das aulas nas escolas citadas só faltava professor para 14 aulas de espanhol.
Porém "alguns professores de outras disciplinas solicitaram, posteriormente, afastamento".
A nota diz ainda que o Estado deve providenciar até sexta "todas as substituições temporárias necessárias" e que as aulas não ministradas serão devidamente repostas, sem prejuízo aos estudantes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pais vão ao Ministério Público contra falta de professores em Jundiaí

Fonte: Jornal Bom Dia Jundiaí, de 18/11/10 - Alexandre Barbosa Agência BOM DIA
Os pais de 40 alunos da sexta série da escola estadual Orozimbo Sóstena, no Jardim Estádio, em Jundiaí, entraram nesta quarta-feira com uma ação junto ao Ministério Público para reivindicar que o conteúdo escolar perdido pelos filhos, pela falta de professores, seja reposto e a situação resolvida.
Segundo Valéria Ballas, uma das mães que coordena o grupo de pais, há duas semanas os alunos perderam cinco professores, afastados por motivos de saúde ou licença-prêmio e, somente o de história foi substituído.
“Eles ainda estão sem professores de português, ciências, inglês e geografia”, afirma.
Segundo Valéria, a decisão de procurar o auxílio do MP veio após uma reunião dos pais com a diretora da escola, que teria afirmado não ser possível substituir os docentes.
"Como a progressão é continuada, os alunos não repetem mais e parece que o Estado não se importa com o problema na defasagem do ensino”, afirma a mãe. “O ideal é que Jundiaí seguisse o exemplo de Várzea Paulista, onde a Justiça proibiu a aprovação automática.”
O BOM DIA constatou que há ausências de professores também na quinta e na sétima séries e no ensino médio.
A diretora da escola, Ariane Picardi, confirma o problema e diz que apesar do esforço da diretoria, não consegue encontrar provisórios devido à nova lei que rege a contratação de substitutos.
“Nós tentamos contratar todos professores que tinhamos cadastrados pela Diretoria de Ensino, porém, nenhum deles estava disponível ou aceitou o convite”, diz.
Wendel Carlos Ferreira, 37 anos, pai de um aluno que cursa o primeiro ano do ensino médio, também reclamou do Estado pela falta de professores na escola pública.
“Essa escola sempre foi muito boa, mas o salário que o professor recebe hoje faz com que ninguém queira dar aula aqui”, reclama.
De acordo com Wendel, seu filho vai às sextas-feiras na escola, fica as três primeiras aulas de “janela” e só tem as duas últimas.
Promotoria
Os pais que foram ontem ao MP não conseguiram falar com o promotor da Vara da Infância e Juventude, Mauro Vaz. Mas foram recebidos pelo oficial que o assiste e receberam a informação de que hoje o promotor analisará o caso e deverá tomar providências contra a escola.
Segundo o MP, o problema ocorre em várias escolas , mas este é o primeiro grupo a procurar a promotoria.
Nova lei dificulta a contratação de substitutos
“A situação que está ruim, vai ficar pior ano que vem”, diz a presidente da Apeosp (sindicado dos professores) de Jundiaí, Leila Regina Martins Casote, 36 anos, sobre a falta de professores substitutos.
Leila explicou que a falta de professores deve-se aos baixos salários, falta de estrutura e segurança. E, principalmente em virtude da lei, em vigor desde o ano passado.
Segundo Leila, os professores substitutos ou eventuais agora precisam assinar um contrato para dar às aulas, porém, quem o fizer este ano, está impedido de pegar qualquer aula em 2011.
“Se um professor pegar duas, 20 ou um mês de aula, não importa a quantidade, ele ficará sem poder dar aulas no próximo ano todo. Isto é um absurdo”, diz.
Segundo Leila, por isso nenhum professor quer pegar aulas no fim do ano, para não comprometer o seguinte.
Ela ainda aponta que o Estado é cada vez menos atrativo e professores têm migrado para escolas particulares.
“Sem contar que há cada vez menos pessoas interessadas em ser professor. Os cursos de licenciatura da região estão cada vez mais vazios e algumas faculdades nem os oferecem mais.”
A presidente da Apeosp parabenizou os pais por buscar na Justiça os direitos de ensino dos seus filhos.
“Nós brigamos pelos direitos dos professores, eles pelos dos filhos.”
Diretoria promete repor aulas na escola
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado, por meio da Diretoria de Ensino de Jundiaí, informou que todas as aulas não dadas aos alunos da Escola Estadual Orozimbo Sóstena serão repostas, em datas a serem definidas. Nos próximos dias, três professores de licença-saúde retornam à escola.
A Diretoria de Ensino informou também que semanalmente publica as aulas para atribuição.

domingo, 5 de setembro de 2010

País forma mais professor em área carente do ensino

Fonte: 05/09/2010 - FÁBIO TAKAHASHI - Folha de São Paulo
Dados inéditos do Ministério da Educação mostram que cresceu 84%, em sete anos, o número de universitários formados em cursos para lecionar nas matérias mais carentes de docentes no ensino médio (física, química, biologia e matemática).
No mesmo período, o total de estudantes no antigo colegial ficou estável. O volume de novos formados nas licenciaturas, porém, é insuficiente para acabar com o deficit.
Segundo o MEC, 39,8 mil universitários conseguiram o diploma em uma das quatro licenciaturas no ano passado -o resultado completo do Censo da Educação Superior será divulgado em breve.
O contingente é bem inferior aos 100 mil docentes sem formação específica que atuam nessas quatro disciplinas do ensino médio.
Em física, por exemplo, se formaram 2.000 alunos no ensino superior em 2009, mas 33 mil docentes estão improvisados no antigo colegial.
O ministério reconhece que a formação de professores precisa melhorar, mas acredita que os novos dados mostram avanços, uma vez que há oferta maior de profissionais para contratações.
A pasta cita como ações que contribuíram para o aumento de concluintes a adoção de bolsa de R$ 400 aos alunos de licenciaturas e o piso nacional do magistério, que começou com R$ 950 no ano passado, mas sofre resistência de alguns Estados - o valor pode servir de estímulo para conclusão do curso.
"APAGÃO"
Já o secretário-executivo da Andifes (representante das universidades federais), Gustavo Balduino, aponta mudanças dentro das universidades. Uma delas foi a inclusão de aulas de revisão de conteúdos básicos aos ingressantes nas licenciaturas.
Estudos mostram que os interessados no magistério tendem a ser alunos com notas baixas. "Buscamos diminuir a evasão nesses cursos, que era grande", afirma.
Ele diz que houve também aumento no auxílio para moradia e alimentação.
O ensino médio do país vive um "apagão", segundo o próprio governo. Faltam docentes, boa parte dos jovens não frequenta o colégio e as notas dos alunos são baixas. A situação causa deficit de mão de obra qualificada.
"O aumento de licenciados é positivo. Mas é preciso ver se eles vão para a escola pública", diz o presidente da ONG Todos pela Educação, Mozart Neves, docente da Universidade Federal de PE.
"Aqui na universidade, a maioria prefere ir para o mestrado, com bolsa de R$ 1.300, a ir lecionar na rede pública, que paga R$ 1.000", afirma.
Para Neves, a carência de docentes no ensino médio só será resolvida quando o magistério tiver melhores salários e condições de trabalho.
Os números do censo obtidos pela Folha não contêm dados de todos os anos. Em outras bases, o volume de concluintes nas licenciaturas foi parecido em 2008 e 2009.