quinta-feira, 9 de março de 2017

MEC e Inep anunciam mudanças no exame em função de consulta pública

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram, na manhã desta quinta-feira, 9, em coletiva de imprensa, as mudanças previstas para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017. As medidas são resultado do amplo debate do MEC com a sociedade, por meio da consulta pública promovida pelo Inep no começo deste ano.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou a importância do debate e das mudanças para o aprimoramento do exame. “Com essas medidas, nós estamos buscando um aperfeiçoamento operacional do exame e deixaremos prontas todas as adequações futuras pelas quais o Enem terá que passar em decorrência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que nós esperamos que esteja pronta esse ano”, destacou.
Já em relação à consulta pública, o ministro destacou a atitude corajosa da gestão. “Foi uma atitude corajosa do MEC porque, uma vez feita a consulta, você tem que contemplar a opinião pública. E nós sentimos que ela está plenamente contemplada com as medidas que o ministério tomou.”
A presidente do Inep, Maria Inês Fini, revelou que um dos pontos fortes da mudança é o reforço na segurança do candidato e do resultado do Enem. “Agora, o participante vai se sentir extremamente confortável por poder realizar a prova identificada. Ele vai realizar a prova com o nome dele e o cartão de resposta também terá sua própria identificação. Isso aumenta muito a segurança de cada participante.”
São as seguintes as principais mudanças previstas:
Datas – A partir de agora, o Enem – que continuará sendo realizando em dois dias e no formato de provas impressas – passa a ser aplicado em dois domingos seguidos, e não mais em um único fim de semana.
Redação ­– Também atendendo a milhares de solicitações, a redação passa a ser realizada no primeiro domingo, juntamente com as provas de linguagem, código e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias, com duração de 5 horas e 30 minutos. No segundo domingo serão realizadas as provas de matemática e ciências da natureza e suas tecnologias, com 4 horas e 30 minutos de duração.
Certificação – O Enem deixa de certificar o ensino médio, o que volta a ser feito pelo Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja), que é o exame adequado para esse fim, em uma parceria com estados e municípios.
Essas e outras mudanças, apresentadas na coletiva, são parte do resultado do amplo debate promovido pelo MEC, que promoveu uma Consulta Pública por meio do Inep entre 18 de janeiro e 17 de fevereiro deste ano. O resultado da consulta orientou parte dos avanços no exame que passam a valer já nesta edição, a ser realizada nos dias 5 e 12 de novembro de 2017.
A portaria que regulamenta todas as mudanças será publicada em 24 de março. Até 10 de abril está prevista a publicação do Edital. As inscrições para o Enem 2017 serão de 8 a 19 de maio.
Segurança – Os participantes receberão cadernos de questões personalizados (identificado com seu nome e número de inscrição), juntamente com os cartões de resposta encartados na prova, com seu nome e número de inscrição. Até 2016, os participantes recebiam o cartão de resposta separado da prova e faziam a identificação com a cor de sua prova. A novidade dos cadernos personalizados reforça a segurança dos quatro cadernos diferentes e identificados por cores.
O Enem 2017 terá seu resultado divulgado em 19 de janeiro de 2018 e continuará oferecendo resultados por área de conhecimento, individual de cada participante e da base consolidada para uso nos programas governamentais Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Financiamento Estudantil (Fies) e Universidade para Todos (ProUni), entre outros. Mas não haverá mais resultado do Enem por escola. O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do ensino médio passará a ser universal e não mais amostral para escolas públicas e privadas. Isso permitirá o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escola.
Atendimento – A aplicação em dois domingos soluciona a situação dos sabatistas, que acessavam o local de prova no mesmo horário dos demais, mas só começavam a responder as questões às 19h. Os participantes que guardam o sábado por questões religiosas, e representaram 76 mil inscrições em 2016, não ficarão mais submetidos ao confinamento de 5 horas.
Outra mudança é em relação ao atendimento especializado. A solicitação de tempo adicional deverá ser feita no ato da inscrição e não mais na hora da prova. As pessoas com deficiência e que, por esse motivo, precisam de tempo extra, terão que inserir um documento comprobatório que motive a solicitação desse atendimento.
Isenção – O Ministério da Educação seguirá concedendo a gratuidade para concluintes do ensino médio de escolas públicas e pessoas contempladas pela Lei 12.799/2013, que dispõe sobre a isenção de pagamento de taxas para inscrição em processos seletivos de ingresso nos cursos das instituições federais de educação superior. Passam a ser beneficiados os cadastrados no CadUnico junto ao Ministério de Desenvolvimento Social e Reforma Agrária.
A comprovação, a partir do Enem 2017, será mais completa. O participante deverá informar, no ato da inscrição, seu número de Identificação Social (NIS). O sistema de inscrição permitirá busca automática. Em situação excepcional, o participante poderá declarar que atende às condições do decreto e da lei que permitem a gratuidade, mas se for verificado que a declaração é inverídica o candidato pode ser eliminado em qualquer etapa do processo. Até 2016, o benefício era concedido mediante autodeclaração e não havia nenhuma verificação da conformidade da informação.
Na edição de 2016, com 8.627.195 inscritos, 1,1 milhão deles (13%) sequer acessou o cartão de confirmação de inscrição. Além disso, 2,5 milhões (30%) faltaram ao exame. A partir de 2017, o participante que obtiver a isenção do pagamento da taxa de inscrição e não comparecer para a realização das provas perderá o benefício da gratuidade para o Enem 2018, caso queira usá-lo. A não ser que justifique ausência por meio de atestado médico ou documento oficial que comprove a impossibilidade de comparecimento. Não haverá mais justificativa por autodeclaração.
Em 2016, os pagantes representaram 23% (2 milhões) do total de inscritos e 77% dos inscritos não pagaram a taxa. Desses, 59% tiveram a carência deferida por comprovarem baixa renda e 18% por estudarem em escola pública.
Consulta – Disponível de 18 de janeiro a 17 de fevereiro, a consulta pública sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 601.352 respostas. A população foi consultada sobre três aspectos. A primeira pergunta questionava se a aplicação deveria manter o formato atual, em dois dias, ou ser realizada em apenas um dia, com uma prova de até 100 questões e redação, e 5 horas e 30 minutos de duração. Trinta e seis por cento dos respondentes votaram por prova em um dia, mas a maioria, 63,7%, preferiu a manutenção em dois dias.
A segunda pergunta complementava a anterior ao consultar a população se, caso o exame continuasse sendo aplicado em dois dias, quais deveriam ser essas opções. Quarenta e dois por cento votaram por provas em dois domingo seguidos, 34% por domingo e segunda-feira (que se tornaria um feriado escolar), e 23%, a minoria, votaram pela manutenção das provas no sábado e domingo de um mesmo fim de semana. A terceira questão buscou a opinião dos brasileiros sobre a aplicação do Enem por computador, mas 70% votaram contra. Também foi dada ao participante a oportunidade de fazer sugestões para o aprimoramento do exame em um texto de, no máximo, 300 caracteres.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Ensino Médio – Lei nº 13.415/2017 - Alterações LDB

1. É dada ênfase na “Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral”. A carga horária mínima passa de 800 para 1.400 horas anuais, a ser atingida progressivamente. Em 5 anos, a partir de 02/03/2017, deverá ser atingida carga horária de 1.000 horas. Esse “progressivamente” ficará por conta dos sistemas, principalmente os Estados e o Distrito Federal.
2. Sobre o EJA e o noturno: Art. 24, § 2 º Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do educando, conforme o inciso VI do art. 4º.
3. Sobre integralização na Educação Básica: Art. 26, § 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os temas transversais de que trata o caput. (O caput não trata !)
4. (Ainda dentro do Capítulo da Educação Básica) A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento:
I - linguagens e suas tecnologias;
II - matemática e suas tecnologias;
III - ciências da natureza e suas tecnologias;
IV - ciências humanas e sociais aplicadas.
5.  A Parte Diversificada deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular.
6. A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia.
7.  O ensino da língua portuguesa e da matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas línguas maternas.
8. Os currículos do ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino.
 9. A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricularnão poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino.
10. (Já na Seção do Ensino Médio),
Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos ( “Não mais Parte Diversificada”), que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber:
I - linguagens e suas tecnologias;
II - matemática e suas tecnologias;
III - ciências da natureza e suas tecnologias;
IV - ciências humanas e sociais aplicadas;
V - formação técnica e profissional.
11. A organização das áreas e das respectivas competências e habilidades será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino.
12. A critério dos sistemas de ensino, poderá ser composto itinerário formativo integrado, que se traduz na composição de componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular - BNCC - e dos itinerários formativos, considerando os incisos I a V do caput.
13. Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar mais um itinerário formativo.
14. Formação técnica: valorização da experiência, vivências práticas, parcerias, certificação intermediária, etapas com terminalidade, formações experimentais (fora do CNCT), módulos, sistema de créditos, convênios com instituições de educação a distância, orientação vocacional.
15. Currículos dos cursos de formação docente, ENEM e processos seletivos para a Educação Superior: terão por referência a BNCC
16. Formação Técnica e Profissional: (Consideram-se profissionais da educação escolar básica) - Profissionais com notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional, atestados por titulação específica ou prática de ensino em unidades educacionais da rede pública ou privada ou das corporações privadas em que tenham atuado. (não mais apenas “estudos concluídos com êxito”)
17. O prazo de implementação do novo currículo dos cursos de formação docente será de dois anos, contado da publicação da Base Nacional Comum Curricular.
18. Prazos para os sistemas, a partir da homologação da BNCC: no 1º ano letivo subsequente, estabelecer cronograma de implementação; no 2º ano letivo subsequente, implementação conforme o cronograma.
19. Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (no MEC), com previsão de repasse de recursos do Ministério da Educação, através do FNDE,  para os Estados e para o Distrito Federal pelo prazo de dez anos, por escola, contado da data de início da implementação do ensino médio integral na respectiva escola, de acordo com termo de compromisso.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Gestão educacional deve contar com a participação de pais e professores

A gestão democrática é o tema da 19ª meta do Plano Nacional de Educação (PNE). Ela garante que membros da comunidade escolar como familiares e professores participem efetivamente da gestão escolar, tornando mais diverso o processo de tomada de decisões que podem impactar a aprendizagem das crianças e jovens. Os efeitos desse tipo de gestão, segundo algumas pesquisas têm mostrado, podem ser bastante positivos.

Um dos muitos mecanismos que possibilitam essa participação é a associação de pais e mestres (APMs), prevista na estratégia 19.4 do PNE. Essas entidades não têm fins lucrativos e têm como objetivo representar os interesses educacionais comuns dos membros da comunidade escolar. Todos podem participar, inclusive pais de ex-alunos.

As APMs são reconhecidas por auxiliarem a escola a cumprir o projeto político-pedagógico, sempre representando a opinião de familiares e professores. Outro papel bastante relevante dessas organizações é a gestão do dinheiro recebido pela escola. São elas que decidem como os recursos públicos recebidos pelas unidades de ensino serão gastos – como, por exemplo, na melhoria da infraestrutura.

Existem APMs em todas as escolas?

Não existe uma regulamentação que obrigue a instituição das APMs nas redes de ensino. Elas são obrigatórias apenas nas escolas que participam do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Os únicos dados disponíveis sobre a quantidade de APMs existentes no Brasil são justamente referentes ao programa: segundo o Observatório do PNE, 70% das cerca de 130 mil escolas participantes contam essas instituições na sua gestão.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Prorrogação de Validade do Concurso de PEB I - SEE SP

Publicado no Diário Oficial do Estado em 17/02/2017, a Resolução SE-9, de 16/2/2017, prorroga o prazo de validade do Concurso Público de Provas e Títulos para provimento de cargo de PEB I.

Acompanhe o texto na integra:

Prorrogando, nos termos do inciso III do artigo 37 da Constituição Federal e do inciso III do artigo 115 da Constituição Estadual, por mais 2 anos, a partir de 20-3-2017, o prazo de validade do Concurso Público de Provas e Títulos para provimento de cargo de Professor Educação Básica I, realizado consoante autorização governamental exarada no Processo 402/2222/2013, com despacho publicado no D.O. De 16-4-2014, homologado no D.O. de 20-3-2015.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

SME convoca professores de educação infantil e ensino fundamental I

A Secretaria Municipal de Educação publicou no DOC de 07 de fevereiro a convocação de 530 professores de educação infantil e ensino fundamental I.
A relação dos candidatos convocados pode ser consultada no site www.imprensaoficial.com.br (páginas 41 a 43).
A escolha de vagas para o provimento dos cargos será realizada nos dias 22 e 23 de fevereiro, no auditório da Cogep (avenida Angélica, 2.606, Consolação), de acordo com o seguinte cronograma:
PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL I
22/02/2017
9h às 10h         7.627 a 7.66710h às 11h       7.668 a 7.70711h ás 12h       7.708 a 7.74713h às 14h       7.748 a 7.78314h às 15h       7.784 a 7.82015h às 16h       7.821 a 7.85916h às 17h       7.860 a 7.90017h às 17h30   retardatários do dia

23/02/2017
9h às 10h       7.901 a 7.93710h às 11h     7.938 a 7.97311h ás 12h     7.974 a 8.01213h às 14h     8.013 a 8.04714h às 15h     8.048 a 8.08315h às 16h     8.084 a 8.12016h às 17h     8.121 a 8.15617h às 17h30 retardatários do dia

OBSERVAÇÕES

1 - Os interessados ou seus procuradores habilitados para tal deverão comparecer no local e horário acima indicado, munidos dos seguintes documentos:
- cédula de identidade;
- demonstrativo de pagamento (quando for servidor municipal).
1.1 - Os procuradores deverão estar munidos de cópia dos documentos de seus representantes e dos respectivos documentos de procuração.
2 - No final de cada sessão serão chamados os retardatários do horário, obedecendo à ordem de classificação.
3 - No final do processo de escolha serão chamados os retardatários da escolha, obedecendo à ordem de classificação nos moldes do cronograma supra.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Alunos do 3º ano do Ensino Médio serão avaliados no Saeb 2017

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) passará a avaliar, em 2017, todas as escolas brasileiras que ofereçam terceiro ano do Ensino Médio e que cumpram determinados critérios. Até a última edição do Saeb, a etapa final do Ensino Médio era avaliada por amostragem, permitindo a produção de resultados agregados por estado, região e Brasil.
Com a mudança, não só as escolas públicas do Ensino Fundamental, mas também as de Ensino Médio, públicas e privadas, terão resultados individuais no Saeb e, consequentemente, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Com a ampliação, é prevista a participação de mais de 7,5 milhões de estudantes no Saeb, a maior edição da história do sistema. Desses, 2,4 milhões são alunos do 3º no do Ensino Médio público e privado. Os demais 5,1 milhões são alunos do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental público.
Em 2017, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará duas das três avaliações do Saeb: a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc). Mais conhecida como Prova Brasil, é essa última que fornece parte dos dados para cálculo do Ideb, que considera ainda dados do Censo Escolar. As avaliações serão aplicadas no segundo semestre.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Resultados Idesp e Saresp 2016 são divulgados

O desempenho em matemática dos estudantes da rede estadual de São Paulo caiu no ensino fundamental e médio em 2016. Em português, houve melhora no aprendizado no 5º ano do fundamental e no 3º do médio, mas leve queda no 9º ano.


Os dados são do Saresp, a avaliação oficial do governo Geraldo Alckmin (PSDB) feita pelos alunos todos os anos. O Idesp, indicador que reúne as notas do Saresp com informações de aprovação escolar, cresceu no 5º ano e também no ensino médio, mas apresentou queda no 9º ano.
A nota de matemática do 5º ano passou de 223,6, em 2015, para 222,4 em 2016. O adequado é 225.
A maior queda na disciplina foi no 9º ano. O indicador passou de 255,2 para 251. A nota considerada adequada para esta série é de 300.
Já no ensino médio, a nota de matemática passou de 280,9 para 278,1. O desempenho esperado é 350.
Em português, o desempenho na prova dos alunos de 5º ano melhorou, e passou 212,7 para 218,6. O ideal seria uma nota de 200.
No 9º ano, a média apresenta pequena variação negativa, o que aponta estabilidade: de 237,9 para 237,4. É considerado adequada uma nota de 275.
A nota de português no ensino médio cresceu entre 2015 e 2016. Passou de 268 para 273. Mas a média ainda está distante do considerado adequado, que é 300.
O Saresp é realizado todos os anos pelos alunos da rede estadual. Além de servir como termômetro da rede estadual, o indicador Idesp é utilizado como critério do pagamento de bônus para funcionários de escolas que tenham alcançado as metas.
Idesp
Dados obtidos pela Folha mostram que o Idesp do 5º ano passou de 5,25 para 5,4. No 9º ano, houve queda de 3,06 para 2,93. Já no ensino médio a evolução foi de 2,25 para 2,3.
Mesmo com a queda no 9º ano, o indicador ainda é maior do que o dos anos anteriores –uma vez que houve um grande aumento entre 2014 e 2015. Apesar de apresentar patamares ainda baixos de desempenho, o ensino médio teve em 2016 a quarta melhora consecutiva.


Confira os índices Idesp e Saresp divulgados hoje à tarde pela Secretaria de Educação:
IDESP         
 200820092010201120122013201420152016
Fundamental ciclo I3.253.863.964.244.284.424.765.255.4
Fundamental ciclo II2.62.842.522.572.52.52.623.062.93
Ensino Médio1.951.981.81.781.911.831.932.252.3

SARESP Língua Portuguesa       
 2010201120122013201420152016
3º EF   170.1192.5184.4172.3
5º EF190.4195197.6199.4203.7212.7218.6
7º EF203.7208.1210.6208.7211.6221.4222.9
9º EF229.2229.6227.8226.3231.7237.8237.4
3ª EM265.7265.7268.4262.7265.7267.8273

SARESP Matemática       
 2010201120122013201420152016
3º EF   205.4213.4216201.8
5º EF204.6209207.6209.6216.5223.6222.4
7º EF212.1216.6215.4214.9215.1227.4227.5
9º EF243.3245.2242.3242.6243.4255.5251
3ª EM269.2269.7270.4268.7270.5280.8278.1

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SME publica materiais pedagógicos que nortearão planejamento 2017

Tendo em vista o período de organização das Unidades Educacionais da Rede Municipal de Ensino, a Coordenadoria Pedagógica (COPED) da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo disponibiliza os Documentos Institucionais Pedagógicos que nortearão o planejamento para o ano de 2017.

Com destaque, a COPED também deixa à disposição o documento “Encontro com Equipes Gestoras – Jan. 2017”. A publicação sugere diretrizes para o planejamento e apresenta os eixos que nortearão o trabalho das Diretorias Pedagógicas (DIPEDs) das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e das Equipes Gestoras das Unidades Educacionais (UEs). O material também sugere pauta para a reunião de Organização Escolar e Planejamento e proposta para o período de recuperação das aprendizagens e revisão.

Acesse:

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

MEC promete homologar base curricular ainda no 1º semestre

A base é o documento que vai determinar conteúdos mínimos do currículo escolar na educação básica

O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse na manhã desta quinta-feira (26) que a primeira etapa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino infantil e fundamental será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) "nas próximas semanas" e deve ser homologada até o fim do primeiro semestre deste ano.

A BNCC vai determinar conteúdos mínimos que os alunos das 190 mil escolas do país terão de aprender a cada etapa da educação básica.

Mendonça conversou com jornalistas após participar de evento na sede do Inep, em Brasília, onde está ocorrendo a apresentação dos trabalhos para a elaboração dos textos do BNCC. 

O documento está em sua segunda versão e foi discutido em seminários nos estados com a participação de professores, alunos e especialistas nos estados brasileiros. Na segunda versão, conteúdos de português e história foram revisados.
As revoluções Industrial e Francesa, por exemplo, e a história das civilizações grega e egípcia não constavam no texto. O mesmo acontecia com a literatura portuguesa, que não aparecia no conteúdo programático. Segundo o MEC, as falhas foram preenchidas na nova versão. O segundo documento tem 676 páginas.

Ensino médio
De acordo com Mendonça Filho, a BNCC do ensino médio segue um ritmo um pouco mais lento, mas se mantém dentro da programação feita por sua equipe quando assumiu a pasta, em maio de 2016.
"Até o final do ano desejamos concluir o envio também da base que diz respeito ao ensino Médio. Então, nesse ano de 2017 teremos com certeza a finalização com a homologação pelo CNE e o nosso referendo do MEC tendo em vista as duas etapas da trajetória educacional", afirmou.
 
Cronograma
O documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi apresentado em 16 de setembro de 2015. Ele ficou disponível para consulta pública e envio de sugestões até 15 de março e recebeu mais de 12 milhões de contribuições de instituições, educadores e público em geral.
 
A criação da base está prevista no Plano Nacional da Educação, porém, o prazo final de conclusão do documento venceu em junho de 2016.
"A próxima etapa é a entrega ao CNE para que eles analisem e entreguem de volta para nossa homologação. Espero que ainda neste semestre de 2017 tenhamos concluído essa discussão, principalmente no que diz respeito ao ensino fundamental", informou.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Diretor de Escola: Concurso SEE/SP

Diretor de Escola: Concurso
A Secretaria da Educação encaminhou à Udemo, hoje, dia 24 de janeiro, o fluxograma do concurso para Diretor de Escola. Este documento deverá ser enviado a todos os órgãos da estrutura da SE.
No fluxograma, as datas e prazos são apenas referenciais; o que interessa é o fluxo, ou seja, os passos que vão de 1 (início) a 36 (conclusão), que mostram onde o processo está e o que está acontecendo com ele.
Por exemplo, no item 3 – Publicação do Edital de Abertura de Inscrições no Diário Oficial do Estado – o prazo é até 28/04. Ou seja, este é o prazo máximo, fatal, mas não significa que o Edital será publicado apenas no dia 28/4. Ao que tudo indica, ele será publicado no início de fevereiro, antecipando os demais prazos.
O mesmo ocorre no item 13 / 14 – Publicação do resultado dos recursos . O prazo é de 7 dias. Se houver poucos ou nenhum recurso, o prazo poderá ser de apenas 1 dia, antecipando os demais prazos.
ITEM
EVENTOS
ÓRGÃO EXECUTOR
PRAZOS DE EXECUÇÃO
DATA PREVISTA
1
Autorização Governamental - 1.878 cargos (Processo SE nº 46/2222/2016)
SG/SEE
29/04/2016
-
2
Contratação da Instituição - Assinatura do contrato
SEE/INSTITUIÇÃO

11/04/2017
3
Publicação do Edital de Abertura de Inscrições no Diário Oficial do Estado
CGRH / IMESP
até 28/04/2017
28/04/2017
4
Início das inscrições
INSTITUIÇÃO
5 dias após a publicação do Edital
04/05/2017
5
Período de inscrições
INSTITUIÇÃO
15 dias
18/05/2017
6
Período para envio dos títulos por SEDEX à CONTRATADA
INSTITUIÇÃO
durante todo o período de inscrições
04/05 a 18/05/2017
7
Envio à CONTRATANTE:               
INSTITUIÇÃO
4 dias após o término das inscrições
22/05/2017
8
Relação das Inscrições deferidas e indeferidas; Relação do Deferimento/Indeferimento das solicitações de atendimento especial
9
PUBLICAÇÃO EM DOE:
CGRH / IMESP
5 dias após o término das inscrições
23/05/2017
10
Relação das Inscrições deferidas e indeferidas; Relação do Deferimento/Indeferimento das solicitações de atendimento especial
11
Início do prazo para recurso contra o indeferimento das inscrições e das solicitações de atendimento especial
INSTITUIÇÃO
1º dia útil subsequente à publicação do deferimento/indeferimento
24/05/2017
12
Término do prazo para recurso contra o indeferimento das inscrições e das solicitações de atendimento especial
INSTITUIÇÃO
3 dias úteis
26/05/2017
13
PUBLICAÇÃO EM DOE:  
CGRH / IMESP
7 dias após o término do prazo de recursos
02/06/2017
14
Resultado dos recursos contra  o indeferimento das inscrições e das solicitações de atendimento especial
15
Divulgação dos locais de provas aos candidatos no site da CONTRATADA
INSTITUIÇÃO
pelo menos 5 dias úteis antes da prova
05/06/2017
16
Publicação de Edital de Convocação para prova
CGRH / IMESP
pelo menos 5 dias úteis antes da prova
05/06/2017
17
Aplicação da prova
INSTITUIÇÃO
39 dias após a abertura de inscrições (aprox.)
11/06/2017
18
Envio do gabarito para publicação
INSTITUIÇÃO
1º dia útil após a prova (realizada no domingo)
12/06/2017
19
Envio da Relatório estatístico referente aos candidatos presentes/ausentes/eliminados na prova
INSTITUIÇÃO
2 dias após a prova
13/06/2017
20
Publicação do gabarito da prova
CGRH / IMESP
2 dias após a prova
13/06/2017
21
Início do prazo para recurso contra a aplicação da prova, questões da prova e do gabarito
INSTITUIÇÃO
1º dia útil subsequente à publicação do gabarito da prova
14/06/2017
22
Término do prazo para recurso contra a aplicação da prova, questões da prova e do gabarito
INSTITUIÇÃO
3 dias úteis
19/06/2017
23
PUBLICAÇÃO EM DOE:                  
CGRH / IMESP
7 dias após o término do prazo de recursos
27/06/2017
24
Resultado dos recursos contra a aplicação da prova, questões da prova e do gabarito
25
Correção da Prova e Avaliação de Títulos
INSTITUIÇÃO
18 dias após a aplicação da prova
29/06/2017
26
Publicação de Edital com Resultado da Prova e da Avaliação de Títulos (1ª Classificação)
CGRH / IMESP
20 dias após a aplicação da prova
01/07/2017
27
Envio à CONTRATANTE das planilhas personalizadas dos candidatos deficientes, acompanhadas das cópias dos Atestados Médicos, para o agendamento da perícia médica no DPME.
INSTITUIÇÃO
1º dia útil subsequente à publicação da 1ª Classificação
03/07/2017
28
Início do prazo para recurso contra o Resultado da Prova e da Avaliação de Títulos
CGRH / IMESP
1º dia útil subsequente à publicação da 1ª Classificação
03/07/2017
29
Término do prazo para recurso contra o Resultado da Prova e da Avaliação de Títulos
CGRH / IMESP
3 dias úteis
05/07/2017
30
Publicação do resultado dos recursos interpostos contra Resultado da Prova e Avaliação de Títulos
CGRH / IMESP
5 dias após o término do prazo de recursos contra o Resultado da Prova e da Avaliação de Títulos
11/07/2017
31
Perícia médica dos candidatos com deficiência no DPME (convocação, agendamento, perícias, recursos e resultados)
DPME
30 dias após a publicação da 1ª Classificação  (aprox.)
03/07/2017 a 01/08/2017
32
Envio à CONTRATADA dos candidatos com deficiência que farão parte da Lista Especial
CGRH
1 dia após o recebimento dos resultados
02/08/2017
33
Envio à CONTRATANTE do arquivo referente à Classificação Final
INSTITUIÇÃO
5 dias após o envio do da relação de candidatos com deficiência
08/08/2017
34
Publicação da lista de Classificação Final
CGRH / IMESP
10 dias após o envio do arquivo da Classificação Final
18/08/2017
35
Envio à CONTRATANTE dos arquivos de aprovados, no layout estabelecido pela PRODESP, e demais relatórios
INSTITUIÇÃO
10 dias após o envio do arquivo da Classificação Final
18/08/2017
36
HOMOLOGAÇÃO
SEE
5 dias após a publicação da Classificação Final
23/08/2017