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quarta-feira, 12 de julho de 2023

terça-feira, 11 de julho de 2023

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Deixa a Educação aos cuidados de quem entende de Educação

 Bora refletir....

Parte da população brasileira tem uma característica no mínimo curiosa, para não dizer desonesta.
Na pandemia, muitos viraram profissionais da saúde, cientistas e discutiam ciência com a consistência de que sabonete antibacteriano fosse usado para uma doença viral.
Agora não é diferente. Inúmeras pessoas que não entendem nada de educação, que não tem formação, querendo que suas regras sejam colocadas em prática.
Vamos esclarecer. Educação não e casa de vcs não que vira bagunça. A maioria não dá conta de educar seu filho em casa, de estabelecer regras claras e se acha no direito de transformar sua mera opinião (pq é isso Brasil, quando vc fala alguma coisa que não tem competência, estudo e conhecimento, é apenas uma opinião) em regra para acabar com a violência nas escolas.
Defendi na pandemia que deveríamos ouvir os cientistas, os profissionais da saúde. Hoje defendo que se ouça quem entende de educação. Não sei se essas pessoas sabem. Mas para trabalhar na e com educação precisa estudar. Ler muito. E isso não e arrogância ou se achar melhor do que os outros. Simples quando vc leva seu filho ao médico, vc não questiona o saber estudado e adquirido do médico. Pq ele domina e entende do assunto.
Aqui já faço um breve comentário que será feito por alguns nesse momento. "mas existe médico que não é competente" é verdade. Tem gente que até na opinião não é competente. Em todas as profissões tem gente incompetente, tem família incompetente também. Aqui tratamos de exceção, não de regra.
A regra e que a maioria dos profissionais da educação estudaram e estudam muito. Cientistas políticos, também estudaram e estudam muito. Deixa que as decisões e os caminhos sejam tomados por quem entende do assunto. Vc que é do grupo da opinião, faz sua parte. Se tem filho ou quando for ter, cumpra com seu papel. Eduque. Acredite. Dessa forma vc estará ajudando muito. Talvez eu com quase 29 anos de educação, doutor em educação, ainda não entenda tanto. Pq as pessoas estão abismadas com esse ciclo de violência como se algo isolado fosse. Existe um horror que são as mortes. Mas nós que estamos na escola, convivemos com essa violência em boa parte pelo abandono familiar há anos. Eu poderia aqui contar centenas de histórias. De brigas vistas, de brigas que evitei, de brigas que separei dentro e fora da escola. De evitar que alunos batessem em Professores. As mazelas sociais se manifestam no espaço escolar. Pq ela é reflexo da sociedade. Que hoje está doente, violenta, por vezes irracional. Nesses quase 29 anos (e olha que vou completar 47 anos) de educação já orientei, acolhi, dei bronca em milhares de alunos. Mas posso garantir que na maioria dos casos mais graves a relação com o ambiente familiar era direto. E ainda é. Cada vez mais a família tem transferido para a escola obrigações que são dela o governo que muitas vezes também é omisso, acolhe essa demanda e incorpora na ação docente. Pq para eles que tbem são responsáveis por essa violência (pq são omissos com os recursos escolares e principalmente a forma como tratam os profissionais da educação) é mais fácil mandar por lei a escola incorporar do que encarar os problemas com a sociedade. Da mais voto não cobrar das famílias e jogar para as escolas essas responsabilidades. A evidência desse ciclo horroroso de violência é reflexo de todo esse descaso. Há anos vem sendo apontado esses problemas, e todos fingindo demência (como diriam os alunos). Educação como saúde devem ser prioridades todos os dias, não só em ano de eleição. Os prefeitos e governadores deveriam ser co responsáveis por essas barbaridades ocorridas nas escolas. Isso ocorre também por uma sociedade omissa que só se manifesta na conveniência. A educação escolar é instrumental e não comportamental (por isso a importância dos psicólogos), aproveitem sociedade e cobrem dos políticos pq só agora e não desde quando a lei foi criada obrigando a presença desses profissionais nas escolas. Tenho lido propostas de quem não entende a estrutura escolar como ensinar defesa pessoal, armar Professor, permitir que Professor faça uso de spray de pimenta, colocar porta com detector de metal, polícias ou segurança especializada dentro da escola, ter no mínimo duas portas de entrada ou saída (tem escola que só tem uma porta para tudo, bem se vê que conhecem escola), ronda escolar (outro dia farei uma reflexão específica sobre esse assunto que é outra marmota, aqui falo da prática e não do discurso ou que políticos vendem) é percebam mais uma vez, que são todas ações paliativas.
Percebam condições dignas de trabalho, infraestrutura, tecnologia, valorização dos profissionais (mês do dissídio passando e um silêncio absoluto), nesse caso nunca tem dinheiro. Político gosta do sazonal, não querem mudar a raiz, o cerne desses problemas, não assumem os problemas reais, problemas que todos sabem há anos, mas ficam no deixa pra depois, e com isso fazem marketing como se preocupados fossem. Não caiam nessa, logo tudo isso será abandonado. Em um passado muito recente. Lembram que iriam garantir tudo para o retorno presencial na Pandemia, depois de um, dois meses de propaganda, cartilhas, vídeos, as escolas novamente foram abandonadas. As escolas continuam com falta de tudo, desde material de limpeza, pedagógico, servidores em geral.
Isso a sociedade precisa cobrar. Mas para muitos bastava a escola aberta, mesmo sem condições. Não se iludam.
Há anos os profissionais da educação e as escolas caminham abandonadas. Mais uma vez meu respeito aos profissionais da educação, que com toda sua dignidade e mesmo na ausência de tudo, fazem o que podem para garantir uma educação pública de qualidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

FÉRIAS COLETIVAS NOS CEIs: DIREITO DOS EDUCADORES E DAS CRIANÇAS

Infelizmente existem pais que ainda acham que a escola é um depósito para os filhos e que por eles estaria aberto 24 horas por dia, todos os dias do ano, afinal de contas fazer é fácil, o difícil como sabemos é criar e ai nessa hora, joga-se a resposabilidade para os outros, no caso, a escola. O que me deixa triste é saber que a justiça ao invês de cobrar a resposnabilidade da família, faz o contrário, isenta e joga a mesma para a unidade escolar. Todos os estudos mostram o quanto é importante a referência familiar no desenvolvimento de toda e qualquer criança, dessa forma, a justiça alimenta esse distanciamento, o que é um grande erro, pois potencializa a invernsão de valores e uma sociedade ainda mais desigual. Porque a justiça não cobra desses pais planejamento familiar? melhor uso dos métodos contraceptivos? e não venham os asssitencialistas falarem que ninguém oferece isso, pq é o que mais se faz em postos de saúde hoje. Enquanto a sociedade continuar olhando para a escola como único meio para resolver todos os problemas, perderemos a essência da mesma contruindo uma sociedade injusta e desigual. Mas quem sabe, não seja essa mesma a intenção. Por favor, senhores pais, cumpram pelo menos com uma parte de sua obrigação, não a de fazer (que é a parte mais gostosa), mas a de cuidar, que é a parte mais recompensatória. Pensem nisso.
Fonte: SINPEEM
O SINPEEM conquistou, em 2007, o direito de férias coletivas para os profissionais dos Centros de Educação Infantil (CEIs), depois de muitos anos de luta. O direito se efetivou nas férias de janeiro de 2008.
Infelizmente, esta importante conquista despertou descontentamento em organizações sociais, que não compreendem que as férias coletivas, mais do que direito dos profissionais de educação é também uma necessidade para as crianças.
A própria Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) afirmam que a educação é um processo que ocorre na família, na escola e na sociedade.
Vale destacar que as férias coletivas em janeiro também permitem intervenções nos equipamentos, impossíveis de serem realizadas em período regular de funcionamento, como reformas, ampliações, manutenções, desratizações, dedetizações, entre outros.
A ação destes movimentos, no entanto, desconsiderando as características e o papel da escola na educação das crianças, motivou a Defensoria Pública a ingressar com ação contra a conquista que obtivemos junto à Secretaria Municipal de Educação (SME), que incluiu no calendário escolar as férias coletivas em janeiro, já previstas inclusive para 2012.
A decisão que ocorreu em primeira instância, depois de julgamento de recurso da Prefeitura para manter as férias, não é final, portanto cabe recurso.
Em reunião com o secretário municipal de Educação, o presidente do SINPEEM, Claudio Fonseca, reivindicou e o secretário confirmou que a SME ingressará com todos os recursos cabíveis junto ao Poder Judiciário para manter as férias coletivas em janeiro.
O SINPEEM, por seu papel na luta e na conquista deste direito, e com autoridade de quem também exige o recesso em julho, atuará para convencer a todos que agem equivocadamente, prejudicando as crianças, os profissionais de educação e o bom funcionamento das escolas.
PROJETO DE LEI PREVÊ RECESSO EM JULHO PARA OS CEIS
Na luta pela manutenção e ampliação dos direitos dos profissionais de educação, o SINPEEM continua lutando pelo recesso em julho para os CEIs, apesar das pressões de representantes de movimentos sociais para que a SME não atenda a esta justa e necessária reivindicação.
Para fortalecer esta luta do sindicato, tramita na Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 413/2009, de autoria do vereador e presidente do sindicato, Claudio Fonseca, que prevê a extensão do recesso em julho para os CEIs.
Outro passo importante do SINPEEM foi conseguir aprovar este direito durante a Conferência Municipal de Educação, realizada em junho de 2010, no Palácio das Convenções do Anhembi.
O SINPEEM convocará manifestações e realizará abaixo-assinado em defesa direito de recesso em julho, ainda que contrarie posicionamentos de movimentos sociais que não compreendem que, ao defendermos o direito de férias coletivas em janeiro e de recesso em julho, estamos defendendo a saúde dos trabalhadores em educação e a socialização das crianças com a família e a comunidade.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tiririca diz querer vaga na Comissão de Educação da Câmara

Para ver como a educação de fato não é levada a sério nesse país. Sugiro que primeiro o ilustre deputado se matricule em um curso de EJA para que tenha o mínimo de informação e formação até para que possa criar leis que regulamentam a educação e cultura nesse país que já vai de mal a píor, agora então.... só por Deus mesmo. Depois não adianta reclamar, todos deveriam pensar na hora de votar, como nada é levado a sério temos estes resultados.
Fonte: 31/01/2011 - 08h22 DANIEL RONCAGLIA - Folha de São Paulo
O deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), 45, o palhaço Tiririca, afirmou ontem que tem planos de participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
"Quero trabalhar na área de educação e cultura. É o que o partido também quer", afirmou o humorista ao sair do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
No entanto, deputado eleito não quis falar dos projetos que tem para a área.
"Já mostrei alguma coisa para a galera. Mas, tem que chegar primeiro na Câmara, conversar, marca reuniões, aquela coisa toda."
O PR tem dois deputados na comissão de 32 membros.
A única ideia que apresentou foi um projeto para incentivar a adoção de animais.
Após ser eleito com votação recorde de 1,3 milhão de votos, Tiririca teve que passar por um teste de alfabetização aplicado pela Justiça Eleitoral. Ele leu uma notícia de jornal e fez um ditado com uma frase de 10 palavras.
Segundo ele, o episódio está superado.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Falta de educação

Depois da campanha as promessas deixam de existir.
Fonte: Folha de São Paulo, de 05/11/10 - ELIANE CANTANHÊDE
BRASÍLIA - Ao declarar como prioridades a saúde, o combate à violência e a infraestrutura, a presidente eleita Dilma Rousseff deixou a educação em segundo plano, justificando na entrevista de quarta: "Eu considero que a educação está muito bem encaminhada".
É surpreendente em si, mas ficou mais ainda no dia seguinte (ontem), quando a ONU anunciou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano de 2010). O Brasil é um dos dez países mais ricos do mundo, mas está em 73º lugar no IDH, entre 169 países. E o calcanhar de aquiles é justamente a educação.
Apesar de estar na categoria "alta" e com nota superior à mundial, o emergente Brasil tirou 0,699 e ficou abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. O Chile (45º lugar) e a Argentina (46º) foram os dois mais bem colocados da região, mas o Brasil também ficou atrás de Uruguai, Panamá, México, Trinidad e Tobago, Costa Rica e Peru. Está no nono lugar.
Como houve mudança de metodologia, não dá para comparar com o ano passado. E que nos perdoe o indiano Amartya Sen, Nobel de Economia e idealizador do ranking, mas toda pesquisa e todo indicador sempre dão margem para questionamentos, muxoxos, desdém.
Assim, a reação e o efeito do IDH dependem da ótica dos governos de plantão, principalmente quando são daqueles bons de marketing. Quando o resultado é a favor, copo cheio: o índice é perfeito. Se é contra, copo vazio: não vale nada.
Mas, já que Dilma está definindo nomes, programas e rumos para seu governo, deve estudar detalhadamente o IDH. Quem sabe assim não recoloca a educação ao lado de saúde, violência e infraestrutura?
A não ser que ela e Lula prefiram deixar o IDH pra lá e se fixar num outro ranking: o da revista "Forbes", que coloca Dilma em 16º lugar entre as pessoas mais influentes do mundo, à frente mesmo de Hillary Clinton e de Nicolas Sarkozy. E ela nem tomou posse ainda!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Muitos pela educação, poucos pelos professores

Fonte: O Tempo, 31/05/2010 - Belo Horizonte MG - Procópio Cardozo Neto
Como praticar justiça salarial aos professores? Se o leitor procurar respostas nas contas do orçamento público, certamente não serão encontradas. Mas, se quiser garantir qualidade no ensino, há necessidade de remunerar melhor os profissionais da educação. Do ponto de vista do orçamento público, é uma conta que pode ser feita na rubrica de custos ou na de investimentos. Atualmente, a administração pública encontra-se refém da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não é essa a única lógica a prevalecer.
Defender a educação é lugar-comum, mas, contraditoriamente, poucos defendem os professores. Desnecessário enumerar as razões óbvias de que educação não se pratica sem mestres. Mas é comum deparar com algum equívoco que ofusca essa premissa. A prioridade educacional do país é alcançar o acesso universal à escola, mas a valorização do magistério não acompanha esse princípio. Relegados ao segundo plano na política educacional do país, cumpre aos professores conquistarem a solidariedade da sociedade civil. Ao Estado cabe garantir a educação, mas é a sociedade civil a principal interessada nos frutos obtidos através da educação. O Brasil encontra-se numa encruzilhada entre avançar na direção dos países desenvolvidos ou retornar a persistentes ciclos viciosos. Para seguir em frente, somente através da estrada da educação é possível alcançar o desenvolvimento pleno. Nenhum país chegou lá a não ser através dessa estratégia. Não existem atalhos.
A nação tem que fazer suas escolhas sob pena de fragmentação das conquistas alcançadas até aqui com imensos sacrifícios. A tecnocracia considera a mão de obra barata uma das vantagens comparativas do Brasil. Em nome desse paradigma, vários sacrifícios foram impostos aos trabalhadores brasileiros. Se várias categorias libertaram-se desse preceito e conseguiram melhorias salariais, o mesmo não aconteceu com os professores. Quando trabalhei no Qatar, testemunhei o extraordinário poder transformador da educação. Em apenas três décadas, de povos beduínos os qatarianos alcançaram um dos melhores índices de desenvolvimento humano do planeta. Lá, o magistério é a categoria mais valorizada. O país, que só tinha petróleo e deserto, hoje tem conhecimento.
Educação é custo ou investimento? Essa é a pergunta certa a se fazer neste curso da história do Brasil. Na visão de estadistas, recursos públicos aplicados na educação são investimento; na ótica míope dos tecnocratas, é custo. Trata-se de diferença crucial para o país: escolher entre o comodismo de continuar sendo um dos maiores vendedores mundiais de commodities ou aplicar os royalties recebidos dessas vendas na educação. Recursos naturais se esgotam e privam as gerações futuras de usufruí-los. Conhecimento, ao contrário, é uma riqueza legada às próximas gerações. São essas as respostas para corrigir as injustiças salariais praticadas aos professores.