Mostrando postagens com marcador falta de estrutura escola pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador falta de estrutura escola pública. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Falta de estrutura em SP deixa 37 escolas sem aulas depois da chuva

A Secretaria da Educação (Seduc) informou na manhã desta segunda-feira que as aulas de 37 escolas da rede estadual foram suspensas total ou parcialmente por causa da falta de estrutura em São Paulo para períodos chuvosos. Um forte temporal atingiu a cidade na madrugada desta segunda-feira (10).
De acordo com a Seduc, o conteúdo será reposto nas regiões em que os estudantes não conseguiram chegar até a escola durante o horário letivo. Não serão realizadas atividades de avaliação, introdução de novas habilidades ou qualquer atividade relevante que venha a prejudicar aqueles que não tenham conseguido chegar às escolas.
Como a cidade se mantém em estado de alerta, as escolas estão sendo monitorados pela Secretaria da Educação e pelas respectivas Diretorias Regionais de Ensino para a tomada de providências, acionando o início dos serviços para obras emergenciais.
As escolas que estão com problemas podem reportar as ocorrências por meio do 0800-7700012.

FALTA
Professores que não conseguiram comparecer à escola e têm dúvidas sobre a possibilidade de abono podem consultar a Procuradoria, setor responsável pela vida funcional, pelo e-mail legislacao@cpp.org.br ou telefone (11) 3340-0500.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Escola na lanterna do Enem tem "cracolândia" e nerd com nota 6

Claro que não podemos dizer que todas as escolas são assim, mas infelizmente muitas passam por essa realidade. O governo precisar agir com urgência. Os resultados estão ai, para qualquer um ver. Mas temos esse quadro não em função do ENEM. Não acho justo a comparação em função do ENEM, precisar ter uma escola pública de qualidade para todos. Com infraestrutura, com condições pedagógicas e dignas para que o professor possa desenvolver seu trabalho.
Fonte: 03/10/2011 - 07h30 - Anna Virginia Balloussier - Folha de São Paulo
Você abre a apostila de português de Caio*, 16, e o primeiro exercício é sobre a música "Fora da Ordem", de Caetano Veloso. A pergunta: "O que lhe parece estar fora de ordem ao seu redor?".
Por onde começar? "Aqui não se chama escola, não. É Febem", compara Rita*, 12.
Ela diz, e os colegas ecoam, que "tá tudo errado" na Escola Estadual Bibliotecária Maria Antonieta Ferraz, em Cidade Tiradentes, no extremo da zona leste de São Paulo.
Por lá, faltam segurança, professor, sala de informática. Carteiras estão quebradas e alguns banheiros não têm porta nem papel higiênico.
O banheiro é apelidado de "chaminé" e "cracolândia". Segundo uma mãe de aluno, que não quis se identificar, o uso de drogas no colégio é uma preocupação.
Das 897 escolas avaliadas na cidade de São Paulo, a Bibliotecária ficou com a pior nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010.
Com 25% de participação dos alunos, a instituição teve média de 463 pontos na prova, contra 749 da campeã, a Vértice (85% de presença), localizada no Campo Belo, zona sul da cidade.
Os estudantes da Bibliotecária querem ser advogados, dentistas, jornalistas. Por ora, não põem fé que isso vá acontecer. "A gente fica com vergonha de dizer que estuda aqui", diz Rebeca*, 16.
Vários são aprendizes no McDonald's. Eles se chamam de "McEscravos" e, por salários de até R$ 500, atendem clientes, fritam hambúrguer e digerem uma jornada dupla de escola + trabalho.
Às vezes, o dia puxado desce mal. Foi o caso de Bia*, 16. "Já saí do trabalho às 22h. É difícil ter pique de manhã. Aí os professores falam que, assim, a gente nunca vai ser nada."
Certo dia, Rebeca foi dormir tarde e chegou "cansada, descabelada, às 7h" para a aula. "Mas o professor faltou, e outro colocou um vídeo do Pato Donald para a gente assistir."
Sim, eles pagam o pato pelas deficiências na escola. Os estudantes, contudo, admitem que não dão moleza para professores e direção.
"A gente bagunça mesmo", diz Caio*, 15. Na saída, é como em qualquer outro colégio. A maioria tem celular e curte grifes: pululam versões piratas de Adidas e Nike.
Ao escurecer, a porta da escola "parece um baile funk", diz Rebeca. Ela suplica: "Doe um fone para um funkeiro!".
Na Bibliotecária, a média é de quatro horas e meia de aula diárias-escolas de elite têm até o dobro disso, além de um intensivão para preparar o aluno para o vestibular.
A posição na rabeira do Enem virou piada. Alunos riem dos dados. Dizem que lá "não é lugar de nerd". Para ser "cabeça" que nem o Igor*, 16, basta ter média acima de 6. ESCOLA PASSARÁ POR REFORMA
O governo de São Paulo chama de "desinformação" comparar escolas pela nota do Enem. Diz que a prova não foi feita para isso, mas para avaliar cada aluno separadamente.
Quanto à falta de professores na Bibliotecária, diz que há previsão para convocar mais docentes na próxima semana, que substituiriam profissionais em licença-saúde.
Segundo a Secretaria de Educação, a escola deverá passar por reforma de R$ 385 mil.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sem carteiras, escola faz rodízio de alunos

O título é bem sugestivo... leva a pensar que a escola não tem e não terá carteiras e por isso o rodízio. Vamos aos fatos: a SEE não tem bola de cristal, bem como a diretoria de ensino. A escola provavelmente já sabia da demanda, pois ninguém forma uma classe de um dia para o outro. Então a escola deveria comunicar a diretoria com antecedência para providenciar os recursos e se nesse caso a diretoria que representa a SEE não providenciasse o material, seria dela então a responsabilidade. Nesse caso , infelizmente a culpa recai e é do gestor escolar. Escrevo isso, pois se faz necessário colocar as responsabilidades a quem e de direito. Pois temos sempre o hábito da isenção de jogar a responsabilidade para os outros. Isso significa que com organização, comprometimento (que não vem prescrito em nenhuma legislação) e seriedade todos podem e conseguem fazer um trabalho sério.
Fonte:16/02/2011 Folha de S.Paulo
Na tarde de ontem, um cartaz colado no portão da escola estadual Roberto Mange, extremo sul de São Paulo, avisava: não haverá aula hoje para a 6ª A e 6ª B. Motivo: falta de cadeiras e carteiras.
Os alunos das duas salas só descobriram que seriam dispensados das aulas de ontem ao chegar na escola, mas o fato não os surpreendeu.
Desde que as aulas começaram para valer, anteontem, parte das turmas da escola têm se revezado, pois não há lugar para todos sentarem.
Segundo alunos e pais ouvidos pela reportagem, anteontem pelo menos uma turma da manhã (de 8ª série) e outra da tarde (de 5ª série) foram dispensadas.
Ontem, além das duas salas de 6ª série que ficaram sem aula à tarde, alunos de ao menos uma 8ª série da manhã também voltaram para casa. Estudantes relataram que o problema se estende ainda a turmas da noite.
"Ontem [anteontem] chegamos aqui adiantados, e nos deparamos com o cartaz dizendo que a turma da minha filha não teria aulas. É complicado", afirma a dona de casa Marlete Silva, 38 anos, mãe de aluna da 5ª série.
"O pior é que eles avisam de última hora", diz a mãe de outro estudante Silene dos Santos, 45 anos.
Lucinda Ferreira, 46 anos, também conta que o filho aproveitou a manhã de ontem, quando deveria estar estudando, para ir ao dentista.
Diretora
Procurada pela reportagem, a diretora da escola, que identificou-se apenas como Sueli, disse que não poderia dar entrevistas. Mas afirmou que a falta de cadeiras e carteiras se deve a uma grande "demanda de estudantes".
Depois dos questionamentos da reportagem, uma funcionária retirou o cartaz colado na porta da escola.
Estudantes afirmam que as cadeiras e carteiras são velhas desde o ano passado.
A Secretaria de Estado da Educação diz que foi alertada na noite de anteontem e vai apurar o caso.
O colégio está localizado no Jardim Myrna, distrito do Grajaú, em uma das avenidas mais movimentadas da região. Ontem, estudantes de 11 e 12 anos que tiveram aulas, mas foram dispensados quase duas horas antes do horário por falta de professores, corriam pela rua.
"Cadeiras vão ser entregues"
A Secretaria de Estado da Educação diz que a escola Roberto Mange não avisou a diretoria de ensino Sul 3, responsável pela unidade, sobre a falta de cadeiras e carteiras a tempo de evitar que o problema afetasse as aulas dos estudantes.
Segundo o órgão, a diretoria foi avisada anteontem à noite e tomou as providências para regularizar a situação dos alunos: 160 novos conjuntos de carteiras e cadeiras foram encaminhados para a escola e seriam entregues ainda ontem.
A secretaria afirmou que "nenhum aluno será prejudicado", pois todas as aulas que foram perdidas serão repostas.
O órgão disse que instaurou uma investigação preliminar para apurar responsabilidades. A direção da escola não se manifestou.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

1/5 dos estudantes brasileiros sai do colegial com matemática de 4ª série

Isso não é nenhuma novidade. Os dados e resultados das avaliações do Estado de São Paulo - SARESP e da prefeitura de São Paulo - PROVA SÃO PAULO são semelhantes. Isso significa que todos sabem qual é o problema na educação e enquanto colocarem a culpa única e exclusivamente nos professores essa situação não mudara. O governo e os políticos precisam enxergar educação como investimento e não gasto. Precisa ser correto também com os professores, dando condições digna e humana para exercer a docência com seriedade e serenidade, pois hj, do jeito em que se encontra, continuaremos piorando cada vez mais. Pensem antes de votar, cuidado com os palhaços, artistas, eles legislarão sobre educação e me preocupa o excesso de políticos que legislam nesse país sem ao mínimo terem concluído o ensino fundamental. Precisamos de verdade ficar preocupado. Píor que esta, pode ficar sim e muito.
Fonte: ANTÔNIO GOIS DO RIO - Folha de São Paulo - 13/09/2010
Um quinto dos alunos que terminam o ensino médio no Brasil não sabe em matemática nem o que se espera para um estudante do 5º ano (ou 4ª série) do fundamental.
Apenas 11% têm conhecimento adequado para este nível de ensino na disciplina.
No caso dos estudantes com conhecimento abaixo do 5º ano, isso significa que fazem apenas operações básicas como soma e divisão.
Ao se depararem com gráficos com mais de uma coluna ou na hora de converter medidas -como quilogramas em gramas- apresentam dificuldades.
Os dados foram obtidos pela Folha a partir da Prova Brasil e do Saeb, exames do Ministério da Educação que avaliam alunos de escolas públicas e particulares em matemática e português.
Entre todos os níveis analisados -a prova avalia alunos no 5º e 9º anos do fundamental, além da última série do médio-, o pior desempenho foi em matemática no 3º ano do antigo colegial.
Na comparação com 2005, o resultado de 2009 de alunos com nível adequado caiu de 13% para 11% .
Se, ao final do ciclo básico escolar, os resultados são desanimadores, no início há sinais de mudança. Em matemática, aumentou de 20% para 33% o percentual de alunos com conhecimento adequado no 5º ano.
A divisão dos alunos em níveis adequados ou não é feita a partir dos resultados fornecidos pelo Inep (órgão do MEC responsável pelas avaliações), mas usando a escala do movimento Todos Pela Educação, que cobra do poder público metas a serem atingidas até 2022.
O MEC apenas informa a distribuição dos alunos em 14 níveis de aprendizado, sem utilizar termos como adequado ou avançado.
Mozart Neves Ramos, presidente do Todos Pela Educação, destaca que, em português, varia pouco o total de alunos com conhecimento adequado nos três níveis.
Já em matemática, o que se observa é uma queda brutal, com um percentual de 33% nos anos iniciais e de apenas 11% ao final do ensino médio com aprendizado adequado.
"O problema em matemática é que, no início, é mais fácil ensinar as operações básicas. Nos níveis seguintes, no entanto, a matéria fica muito mais complexa, e faltam professores com formação específica", diz Ramos.
IMPACTO DA ESCOLA
Paula Louzano, pesquisadora com doutorado em Política Educacional pela Universidade Harvard (EUA), lembra que a análise do desempenho em matemática costuma refletir mais o impacto da escola, já que, em português, o conhecimento do aluno é mais influenciado pela escolaridade da família.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Alunos especiais lutam por inclusão na rede

A inclusão escolar ainda passa por um processo de aceitação, não apenas da família, mas de toda a sociedade, se para os alunos a situação é difícil, para os professores ainda mais, não por falta de vontade, mas sim por falta de formação. Colocar a criança na escola regular apenas para cumprir com a determinação legal, dá nisso. Educação precisa de investimento, informação, formação e condições didáticas, metodológicas e de infraestrutura, sem isso, a inclusão pela inclusão gera exclusão. E com certeza ninguém quer que isso aconteça.
Fonte: 23/08/2010 - Fabiana Cambricoli do Agora
Giovanna tem 11 anos e, diferentemente dos colegas da mesma idade, cursa o 2º ano do ensino fundamental (antiga 1ª série). Seu horário de saída não bate com o fim do turno da manhã na Emef (Escola Municipal de Educação Fundamental) Professor Aroldo de Azevedo, onde estuda, no bairro do Limão, na zona norte. Enquanto as outras crianças saem às 11h40, a mãe da menina tem de buscá-la às 9h30.
A garota tem síndrome de Down e faz parte da lista de 13.533 alunos com necessidades educacionais especiais que frequentam escolas municipais regulares. Em sua maioria, são crianças e jovens com algum tipo de deficiência. O atendimento desses alunos na rede regular é previsto na Política Nacional de Educação Especial, lançada pelo governo federal em 2007, mas, na prática, ainda enfrenta problemas.
"A Giovanna é muito bem recebida na escola, mas a unidade não tem estrutura para atendê-la. Por não conviver com crianças da mesma idade, em vez de progredir, ela está regredindo", reclama a analista de recursos humanos Renata Vieira Pereira, 33 anos, mãe da menina.

'Rede está se adaptando'

A Secretaria Municipal da Educação informou que as escolas construídas a partir de 2005 são acessíveis. As unidades mais antigas já foram reformadas ou vêm passando por adaptações. Sobre os casos relatados pela reportagem, a pasta informou que a aluna Giovanna Vieira de Souza nunca havia frequentado escola formal antes de matricular-se na Emef Professor Aroldo de Azevedo.

"A criança foi matriculada no 2º ano, para que ela pudesse avançar e, gradativamente, acompanhar os alunos da sua idade", disse a secretaria, em nota. A mãe de Giovanna, entretanto, afirma que ela frequentava escolas privadas.

Sobre o período de permanência da aluna na Emef, a pasta diz que segue orientação médica.

A prefeitura disse ainda que a Emef João Ramos receberá uma rampa e que a higienização do aluno Felipe Schneiberg Duarte, da Emei Bernardino Pimental Mendes, está a cargo das agentes escolares.

sábado, 12 de setembro de 2009

Pior escola de São Paulo perde computadores

E depois dizem que a culpa pela falta de qualidade é dos professores. Essa é a qualidade total que o Estado diz que oferece as escolas. Depois diz que o professor é vaganbundo. E quem não cumpre com suas funções é o que?
Fonte: 12/09/2009 - Folha de S.Paulo
As chuvas que atingiram São Paulo nesta semana causaram prejuízo à pior escola da capital, segundo avaliação do Estado. Na última terça, dois dos três andares da Escola Estadual Dr. Genésio de Almeida Moura foram tomados por água, o que deixou livros didáticos e computadores danificados. A escola no Jardim Damasceno, em Brasilândia (zona norte), estava em reforma e havia acabado de sofrer obras no telhado. De acordo com funcionários, telhas danificadas e calhas sujas causaram o incidente. Ao todo, sete salas foram alagadas. Além da biblioteca e da sala de informática, as salas de aula da sétima série, a diretoria, a secretaria e os banheiros foram tomados por água. As aulas foram suspensas e, segundo alunos, retomadas ontem. Dezenove computadores aguardam reparo. Pior avaliaçãoA escola teve o pior desempenho de 1ª a 4ª séries da capital no indicador de qualidade do governo estadual, divulgado no início do ano. Numa escala de 0 a 10, tirou 1,08 (considera conhecimento dos alunos e reprovações); 93,4% dos estudantes não obtiveram o nível adequado em língua portuguesa. Após a divulgação dos resultados, o governo assinou um contrato para a reforma da unidade, no valor de R$ 293 mil. Um dos itens a serem executados era "revisão da cobertura, com substituição de telhas [...]".