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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Ensino paulistano retido no ciclo...
Sei que a população de modo geral e muitos professores estão felizes com a possibilidade de retenção dos alunos em vários anos ao longo do ensino fundamental.
O aluno de modo geral continuara perdendo com toda essa situação. A prefeitura mais uma vez coloca a discussão em um plano superficial e não entende ou não quer assumir que é sim a maior responsável pela aprovação automática em seu sistema de ensino.
Curioso é saber que estão desconstruindo o que Paulo Freire levou anos para tentar colocar em prática. Com a diferença que ao longo desses anos vários foram os prefeitos e logo seus secretários de educação que ajudaram a melhorar ou piorar o regime de progressão continuada.
Vamos entender o que a progressão de forma clara e simples. Todos os alunos devem ser classificados para o ano seguinte tendo ou não dificuldade de aprendizagem. Os alunos que apresentam dificuldades devem ter uma ficha com todos os problemas apresentados ao longo do ano, para que o professor do ano seguinte possa ter esse diagnóstico e pensar na melhor estratégia para potencializar as habilidades e competências que não foram internalizadas, mas que podem ser desenvolvidas se bem orientado pelo professor. Claro que isso demanda de acompanhamento contínuo bem como recuperação paralela. Embora a própria LDB garante estes mecanismos de apoio como direito do aluno e dever do sistema.
Entretanto isso não acontece, o que ocorre e que todos os alunos são classificados para o ano seguinte e nada é feito, nesse caso então temos a aprovação automática.
Fico eu me perguntando, qual poderá ser o efeito concreto de permitir novamente a retenção que deve ser sempre o ultimo instrumento de intervenção pedagógico, mas que em sistemas precários como do município tornarão-se o primeiro instrumento. Coitado do aluno, que já é vítima de um sistema altamente excludente, que o excluirá ainda mais.
Claro que alguns ou muitos irão dizer que é um absurdo que temos que reter mesmo o aluno. O problema que a exceção vai virar regra. E ai salve-se quem puder.
Ações paliativas podem até ter um certo resultado, mas não se sustentam. Sem contar algumas incoerências, como pode dividir o ensino fundamental em 3 ciclos e no último o aluno pode ficar retido todos os anos. Ou o regime e seriado ou em ciclos, os dois não combinam. Já é difícil para a rede entender conceitos claros, imagine os conceitos que nem quem os escreveu sabe explicar. Difícil, pois é, pior que esta pode ficar e muito. O problema não será com o imediatismo da proposta, mas o que ela provocara em médio e longo prazo. Talvez voltaremos aos anos 96, quando nossos índices de retenção estavam em torno de 60%. Alguns vão dizer, aquele tempo que era bom. Será?
Respeito os que defendem a retenção, mas não posso concordar que a instituição que tem por principio garantir um direito constitucional que diz que todos tem direito de aprender, possa se pautar pela segregação e um retrocesso, pensado na melhora de fato da educação paulistana ou para agradar pais, professores, sociedade e um segunda mandato ou outro cargo no executivo. Tenho sempre esse receio, dessas ideias milagrosas, que saem do nada e partem para lugar algum.
Acabar com as avaliações institucionais criadas pela sme também é um absurdo, usar o argumento que o governo federal já propõe esse tipo de prova também é outro engodo. As avaliações para inferir o IDEB acontece de 2 em 2 anos, o que torna esses resultados longos demais para serem melhorados na unidade escolar. Mas talvez nesse caso o melindre esteja mais presente, pois já que não temos condições de criar algo melhor e não podemos dar crédito ao que é bom e já existe é melhor tirar de campo. E nítido o impacto dos resultados de avaliação na sme sp dos resultados das provas Cidade e São Paulo. Como indicador cumpria muito bem com sua função. Claro que algumas unidades faziam vista grossa, mas o importante era que esses dados eram disponibilizados e o gestor que tem compromisso tinha mais um importante diagnóstico em mãos.
Lição de casa, tenho a impressão que também descobriram a pólvora. Mentira dizer que há 21 anos não existe lição de casa. Mais uma vez Paulo Freire deve estar triste. Nunca com a progressão continuada ou mesmo com o construtivismo se manteve tal ideia absurda de que não existe lição de casa. De nada adiantara a sme sp impor lição de casa se o professor não corrigir a mesma. E o tipo de coisa que ficara para inglês ver. Mais um engodo educacional. Que os dados mostram que quem faz lição de casa aprende mais. Ninguém duvida e não é nenhuma novidade. Mas que não adianta colocar lição em cartilhas que obrigam todos os professores darem a mesma aula para todos os alunos do mesmo jeito, se no dia seguinte ninguém corrigir. Talvez nesse caso falte sensibilizar os professores da necessidade de corrigir a lição de casa, pq dar a lição de casa, não pode e não deve ser uma imposição do sistema e sim uma necessidade de cada docente em função do perfil do alunado que tem em cada sala de aula.
Uma coisa engraçada que não vi na proposta e a redução do número de alunos por sala. Isso sim, importante, comprovado por todos, que número de alunos interfere no processo de construção do conhecimento. Mas a própria sme sp para tentar minimizar o impacto que a falta de vagas causam nos meios midiáticos, faz o inverso, enche a sala de aula com mais alunos. Claro que com isso a maioria não aprenderá e ficará retida. Quero saber se construirão mais salas para atender a demanda de alunos retidos, pq não pensem que será pouco. Claro ao menos que a sme sp proponha de forma velada limites para retenção em cada escola. Não duvido que isso será uma das saídas. Vamos esperar para ver.
Outra coisa, as escolas precisam de equipamentos, condições para os professores exercerem uma boa docência. Mudar leis no papel sempre é muito fácil. A prática e a realidade se mostra de outra forma.
No final de verdade quem sofrerá com todas essas inovações será mais uma vez única e exclusivamente o aluno. E não duvide se o professor for o único culpado.
sábado, 12 de março de 2011
SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO: PROGRESSÃO É REDISCUTIDA, MAS NÃO SERÁ EXTINTA
Fonte: Agência Estado
Ribeirão Preto - O secretário estadual da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse ontem (11), em Ribeirão Preto, que a extinção da progressão continuada na rede está totalmente descartada. "Essa é a grande questão-chave, que a própria rede coloca, não no sentido de eliminá-la, mas de rediscuti-la sob a ótica de torná-la eficiente e viabilizar que os estudantes saiam efetivamente alfabetizados e com o conteúdo aprendido durante a sua formação", disse.
Segundo ele, são discutidas ainda com os profissionais da educação propostas de mudanças do atual ciclo de avaliação do ensino fundamental, uma nova política salarial e o Ensino Médio Integrado (aumentaria de três para quatro anos, dando ao estudante a possibilidade de optar por um curso técnico profissionalizante simultâneo).
Voorwald e seu secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho participaram hoje na cidade do interior paulista da sexta reunião com professores e profissionais da rede de ensino do Estado, debatendo as propostas de reorganização da educação. Ao todo, eles farão o encontro nos 15 pólos do Estado, dialogando com a categoria, formada por cerca de 5,3 mil escolas.
Voorwald informou que a secretaria preparou um documento, intitulado 'Por Uma Educação de Qualidade', passado às escolas, que respondem sobre a progressão continuada. A meta não é encerrar o que está acontecendo, mas construir a nova proposta. A secretaria propõe a mudança dos atuais dois ciclos de avaliação, que é de 5 e 4 anos (na prática, no quinto e no nono ano), para um de três, ou seja, 3, 2 e 4 anos. "Nossa proposta é consolidada na garantia da recuperação logo", avisa o secretário.
Porém, nas reuniões de trabalho dos polos, surgiu outra alternativa: um quarto ciclo de avaliação (3, 2, 2 e 2). "Qualquer que seja o número de ciclos, o mais importante é que o estudante aprenda", disse Voorwald, citando que nenhum pólo falou em extinção, mas em melhoria da progressão continuada. A definição só valerá a partir de 2012.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Secretário e rede iniciam discussões sobre progressão
Está para começar a quarta reunião do secretário de Estado da Educação, professor Herman Voorwald, com 400 representantes de servidores da Educação. A série de encontros com profissionais da rede estadual de educação tem o objetivo de debater a proposta de Reorganização dos Ensinos Fundamental e Médio. Ao longo do dia, o secretário terá apresentado o modelo a cerca de 1600 integrantes das categorias dos professores, diretores de escolas e de supervisores das regiões de Guarulhos (Norte e Sul), Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano. Pela manhã, o debate contou com a presença de professores e dirigentes de ensino.
“Sabemos que é uma missão praticamente impossível falar com todos os servidores da rede, mas temos o compromisso de visitar todos os pólos do Estado e ouvir o maior número possível de educadores. A diretriz dessa gestão é envolver as pessoas e consolidar democraticamente a política educacional no Estado. Educação é isso: traçar uma estratégia, dialogar e trabalhar coletivamente para chegar aos objetivos traçados", destacou o secretário de Estado da Educação, professor Herman Voorwald.
Todas as regiões do Estado serão visitadas. O objetivo principal dos encontros é apresentar ideias e, principalmente, ouvir as sugestões e colher contribuições dos educadores da rede, para melhorar a educação de São Paulo.
Reorganização dos ciclos de progressão continuada
A proposta apresentada pela Secretaria de Estado da Educação visa alterar o atual modelo de progressão continuada de forma a permitir que os alunos aprendam os conteúdos sem sofrer defasagem no ensino. Para isso, são considerados pontos fundamentais como a avaliação contínua e a recuperação constante por meio de aulas de reforço durante o ano letivo.
“A questão da avaliação é mais importante que os ciclos, sejam eles quais forem. Diagnosticar e permitir um modelo de recuperação contínua dos conteúdos que o aluno não adquiriu no decorrer do ano é a maneira correta de garantir a formação, mas um desafio imenso em uma rede tão grande quanto a do Estado de São Paulo”, diz o secretário adjunto de Educação, João Cardoso Palma Filho.
No modelo apresentado pela SEE, seria realizada a reorganização dos ciclos de progressão continuada do Ensino Fundamental em três, sendo o primeiro com duração de três anos (para alunos com 6, 7 e 8 anos de idade); o segundo com duração de dois anos (9 e 10 anos de idade) e o terceiro com quatro anos de duração (11 aos 14 anos de idade).
Com a reorganização, ao final de cada bimestre será realizada uma avaliação do aprendizado conduzida pela própria escola, com orientação da equipe de Supervisão da Diretoria de Ensino. Aos alunos com defasagem no aprendizado, serão obrigatoriamente oferecidos estudos de recuperação, a serem estruturados de acordo com as condições de cada escola.
A recuperação pode ocorrer no contraturno escolar nas unidades de ensino em que houver salas disponíveis. Nas escolas sem disponibilidade de espaço, elas podem ocorrer em períodos previamente agendados: uma das propostas prevê, para estes casos, uma pausa no ciclo regular de aulas (que pode ser de uma semana) para que os alunos com dificuldade de aprendizado realizem as aulas de recuperação dos conteúdos. Neste caso, aos alunos que tiverem desempenho adequado serão oferecidas oportunidades de diversificação curricular.
"Alguns dos pontos críticos no processo de recuperação do aprendizado dos alunos em defasagem é exatamente a falta de espaços físicos, assim como a mobilidade de corpo docente, que devem ser solucionados com a implantação do modelo sugerido", acredita.
Reforço escolar
Outra ideia em discussão é a criação de escolas-pólos para atividades de reforço escolar, que receberiam alunos de escolas vizinhas. Nesse caso, seria oferecido também o transporte escolar. “São todas ideias que queremos discutir, democraticamente, em reuniões em todo o estado, até encontrarmos o melhor modelo para aperfeiçoar a progressão continuada”, diz o secretário da educação. “A proposta pedagógica de cada escola poderá criar outros mecanismos para oferta de estudos de recuperação. O importante é que eles aconteçam”, completa Herman Voorwald.
Ao final de cada ciclo de aprendizagem, os alunos que ainda apresentarem defasagens de conteúdos serão encaminhados para o reforço intensivo de aprendizagem, em salas especiais que contarão com professores especialmente qualificados e materiais didáticos específicos. Outra proposta é a criação da figura do “professor de apoio”, que transite entre diversas classes para melhorar o aproveitamento dos alunos.
A escola poderá entender, ao final dos esforços de recuperação, que o estudante com defasagem pode ser matriculado no ciclo seguinte, desde que no contraturno, para que curse obrigatoriamente os conteúdos para os quais foi considerado em defasagem. Não havendo essa possibilidade, o aluno será considerado retido. Outra proposta da Secretaria é que, sempre que possível, o mesmo professor acompanhe a turma ao longo de todo o ciclo.
Participação dos professores
Representante dos professores no encontro, Claudia Cristina Mario dos Santos, da Escola Estadual Vila Ercilia Algarve, da região de Itaquaquecetuba, acredita que o modelo altera o formato atual, mais próximo a um modelo de aprovação automática, para dar forma a um programa que gere de fato a progressão continuada.
"Acreditamos que os alunos podem aprender em ciclos contínuos e não queremos aprovar automaticamente um aluno que não aprendeu. Permitir que ele desenvolva conhecimentos, mesmo que em ciclos progressivos, também é objetivo dos professores comprometidos com o ensino público paulista".
Durante a reunião, Claudia apresentou um documento formulado a partir de sugestões de educadores das Diretorias de Ensino da Região Metropolitana. Nele, os professores opinaram sobre quais programas e projetos têm dado mais certo na rede, quais precisam ser melhorados e sugeriram mudanças. A expansão de programas como o Ler e Escrever e São Paulo Faz Escola, além do Cultura é Currículo, Escola da Família e Acessa Escola, todos bastante elogiados, ganhou destaque. Além disso, propostas de revisão salarial, plano de carreira e valorização foram discutidos. O documento será encaminhado para a Secretaria de Educação e debatido também com a participação da rede.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
SP aumenta rigor na avaliação de alunos
Importante lembrar que o professor Paulo Freire quando secretário de educação municipal e mentor da implantação da progressão continuada na cidade de São Paulo já pensava na divisão do ensino fundamental em 3 ciclos, pena que apenas agora (depois de 20 anos) levam a sério essa possibilidade. Mas vamos aguardar a confirmação com a publicação do Diário Oficial, pois promessas tivemos muitas.
Fonte: 19/01/2011 Adriana Ferraz do Agora
Os alunos matriculados em escolas municipais vão correr o risco de repetir uma série a mais. A Secretaria Municipal da Educação anunciou a restruturação do ensino fundamental nos mesmos moldes anunciados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a campanha. Os nove anos da etapa serão divididos em três ciclos. Ao final de cada um, haverá a possibilidade da retenção do estudante.
A nova divisão deve ser implantada em 2012, quando os primeiros alunos do novo sistema, com nove anos de ensino fundamental, iniciado no ano passado, estarão no terceiro ano. Haverá possibilidade de repetência no terceiro, sexto e nono ano.
"É bom termos um sistema alinhado com o Estado. A gente tem metade da rede, eles tem a outra. Mas não é o tamanho do ciclo que vai fazer com que a educação seja melhor, mas o trabalho dos professores", disse o secretário, Alexandre Schneider.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Alckmin muda progressão continuada
Apenas para lembrar, esse mesmo governador em sua ultima gestão disse que faria essa mudança e não fez, o último governador tbém prometeu e não fez, espero que dessa vez de fato isso ocorra. Hoje se faz necessário essa mudança, pois os ciclos estão longos demais o que prejudica sua eficácia e eficiência. somado ao esquecimento docente e infraestrutura pioramos ainda mais o quadro. Acho engraçado o governo aparecer com uma proposta já determinada e vir com esse argumento que vai ouvir a rede, isso é palhaçada, esse governo nunca ouviu a rede, eles falam isso para enganar a população que não sabe como as coisas acontecem na rede estadual. Essa mudança será mais uma lei imposta, a consulta é só para fazer média e tentar mostrar que o governo é democrático, o que é difícil, vindo de um governo altamente impositivo. Mas enfim, a mudança pela mudança, sem capacitação, orientação e sensibilização não estabelecerá resultados e continuará a eterna briga progressão continuada x aprovação automática.
Fonte: 04/12/2010 - FÁBIO TAKAHASHI - FOLHA DE SÃO PAULO
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu alterar a progressão continuada na rede estadual de ensino. A principal mudança deverá ocorrer no sistema de reprovação dos estudantes.
Hoje, o aluno do fundamental só pode repetir ao final do quinto e do nono ano. A ideia é que a retenção ocorra também no terceiro ano. Assim, o número de ciclos sobe de dois para três.
A antecipação da reprovação permite que o aluno com sérias dificuldades seja recuperado mais rapidamente (em vez de demorar cinco anos para refazer uma série, passe a ser depois de três).
O provável efeito colateral será o aumento da repetência. Estudos mostram que o repetente tende a piorar de notas e tem mais chances de abandonar a escola.
A Folha apurou que já está finalizado estudo com o novo desenho do programa. "Pessoalmente, acho que vamos ficar mesmo com três ciclos", afirmou o novo secretário-adjunto da Educação, João Cardoso Palma Filho, ao ser indagado pela reportagem.
Ele ressaltou, porém, que o assunto ainda está em análise na secretaria.
CONSULTA
Deverá haver também consulta aos professores sobre a mudança, que deve entrar em vigor em 2012.
Segundo Palma Filho, outro ponto analisado é o modelo de reforço escolar.
O novo titular da Educação, Herman Voorwald, disse que irá se pronunciar amanhã. Logo após ser anunciado por Alckmin, ele disse que o sistema "é fundamental", mas precisa de revisão.
A mesma posição foi apontada pelo governador na campanha eleitoral.
Implementado no governo Mario Covas (PSDB), o sistema sofreu ataques durante a última disputa ao Palácio dos Bandeirantes.
Além das críticas eleitorais e de educadores, outro fator considerado é a mudança da regulamentação federal para o ensino fundamental.
No ano passado, o Conselho Nacional de Educação recomendou que no início da etapa haja um ciclo de três anos para evitar a reprovação de crianças com seis ou sete anos. Para o órgão, o aluno precisa de ao menos três para se alfabetizar e não faz sentido reprová-lo antes.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Reprovação aumentou e número de matrículas caiu com Alckmin no governo de SP
Essa é a maior prova que em São Paulo o Regime de Progressão Continuada virou aprovação automática, o aluno passa todos os anos do Ensino Fundamental, mesmo sem saber nada, quando chega no Ensino Médio, acabam repetindo, depois querem que os professores façam milagres, primeiro os professores deveriam virar santo para poder executar tamanho milagre. Falta de capacitação, falta de entendimento pedagógico do que é de fato o regime de progressão continuada. Em São Paulo, esse regime foi instituido, não com o objetivo de garantir melhores condições de aprendizagem para os alunos, respeitando seu tempo, limite e forma de aprender, pelo contrário, foi feito nas sombras e imposto como forma apenas de evitar a evasão, claro que algo deveria ser feito, pois os números eram assustadores, mas a forma como foi feita, ninguém até hoje engole, todos foram pegos de surpresa, a rede não foi consultada e como sempre tudo que se faz descer guela abaixo, desce de qualquer jeito e o resultado não poderia ser outro, a não ser estes péssimos resultados de retenção e evasão, sem contar que os que estão sendo aprovados na escola não sabem nada, haja vista os resultados das avaliações institucionais, que provam que os alunos saem do ensino médio com o conhecimento básico de um aluno no último ano das séries iniciais do ensino fundamental. Lamentável, e pelo jeito teremos isso por ainda anos e anos, afinal o povo deve gostar bastante, porque é a maioria quem decide. Depois não adianta ficar reclamando, a hora é agora e vale para todos os candidatos. Votem pelo melhor e não por uma cesta básica, uma dentadura ou qualquer outra coisa que ainda lembre um pais colonizado.
Fonte: 29/09/2010 - 09h00 Folha de São Paulo - EVANDRO SPINELLI DE SÃO PAULO
Favorito a vencer no primeiro turno a eleição para o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) viu o número de matrículas cair e os índices de reprovação aumentarem no ensino estadual durante sua gestão como governador.
No ensino médio, de responsabilidade exclusiva do governo do Estado, a reprovação cresceu de 11,2% em 2003 para 17,8% em 2006. A diferença percentual equivale a 71 mil estudantes.
No período, o ensino médio (antigamente chamado de colegial) "perdeu" mais de 260 mil alunos --saiu de 1,78 milhão em 2003 para 1,52 milhão em 2006.
No ensino fundamental também houve queda de matrículas e aumento dos índices de reprovação.
Entre 2003 e 2006, 160 mil alunos deixaram de frequentar o ensino fundamental na rede estadual. O total de matriculados caiu de 3,11 milhões para 2,95 milhões. A reprovação cresceu de 5,6% para 7,4%. A alta equivale a 44 mil estudantes.
Os dados constam do relatório do grupo de acompanhamento técnico do TCE (Tribunal de Contas do Estado) referente a 2006, último ano de governo de Alckmin.
O tucano governou São Paulo desde 2001, com a morte de Mário Covas (PSDB), de quem era vice. Em 2002 foi eleito para o mandato de 2003 a 2006.
Foi esse período que a Folha analisou, com base nos dados informados pelo próprio governo ao TCE.
O governo Alckmin conseguiu, no período, reduzir a evasão escolar, segundo o relatório. É justamente nisso que o ex-governador se apega durante a campanha, quando questionado sobre a qualidade da educação. O argumento é que ele ampliou o acesso à escola.
OUTRO LADO
A equipe de campanha de Alckmin contestou os números apresentados pela Folha.
Em relação ao ensino fundamental, a assessoria do ex-governador afirmou que não houve queda de matrículas, mas um processo de municipalização do ensino que, no final, ampliou o número de alunos na rede pública.
Sobre a reprovação no ensino fundamental, a campanha defende que foi uma variação pouco significativa.
Já sobre o ensino médio, a defesa é que a taxa de escolarização melhorou na faixa etária de 15 a 17 anos. Diz a nota da equipe de Alckmin que 64,9% dos jovens dessa faixa etária frequentavam o ensino médio e que o índice passou para 66,2% em 2009.
Isso explicaria também o aumento da reprovação. "É natural que a uma expansão significativa do acesso corresponda uma queda nas taxas de aprovação no período subsequente. O que se deve destacar é a melhoria do acesso ao ensino médio e os esforços do governo para melhorar a qualidade da educação nesse grau de ensino."
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Repetência escolar é polêmica na educação
Vale a pena ler todas as entrevistas. Assim podemos ter clareza em quem votar, o que me deixa triste e que temos que escolher entre os píores o melhor e tá difícil. Pq todos prometem que vão acabar com todos os problemas, mas depois que ganham esquecem do povo e das promessas e o píor e que alguns ainda conseguem se eleger. E pensem bem, pq depois que ganham, não dá para chorar sobre o leite derramado.
Fonte: 13/09/2010 Adriana Ferraz do Agora
Assegurar a aprendizagem de 4,7 milhões de alunos, ampliar os cursos técnicos e devolver credibilidade à escola pública. São muitos os desafios do próximo governador na área da educação. Já no início do mandato, será preciso optar pela manutenção ou não da chamada progressão continuada, na qual os alunos são aprovados automaticamente, bastando para isso frequentar as aulas.
Skaf planeja implantar ensino em tempo integral http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u797724.shtml
Alckmin quer alterar regra da progressão continuada http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u797723.shtml
Mercadante propõe bolsa para jovem poder estudar http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u797721.shtml
Russomanno diz que vai colocar policial nas escolas http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u797720.shtml
O modelo é adotado nas escolas estaduais desde 1997. Ele permite a repetência só ao fim dos ciclos do ensino fundamental, ou seja, na 4ª e 8ªs séries. Para uma parte dos estudiosos --e para a maioria dos pais-- a progressão continuada é a responsável pela estagnação da educação, especialmente no ensino médio.
O último Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar de São Paulo) revelou que matemática é a disciplina que registra as médias mais baixas. Quase 60% dos estudantes do 3º ano do ensino médio têm conhecimento insuficiente da matéria. O resultado no exame levou o atual governo a oferecer curso aos professores.
A polêmica em torno da progressão é um dos temas da campanha eleitoral. Os candidatos da oposição consideram o modelo um entrave ao avanço do ensino e prometem suspendê-lo. A atual gestão o defende, apesar de o candidato governista sinalizar que vai alterá-lo, se eleito.
Para a professora Maria Marcia Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp, os esforços devem ser concentrados na oferta do ensino de qualidade, que faz com que o aluno aprenda.
"Passar mais tempo na escola ajudaria muito o aluno, que ampliaria suas possibilidades com aulas de esportes ou de música, por exemplo. Mas o ensino integral só funciona com organização. Não adianta manter a criança na escola sem atividades", diz.
Infraestrutura
Melhorar as condições de ensino é outra prioridade, diz a professora Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da Faculdade de Educação da PUC. "Propiciar segurança e infraestrutura é fundamental. Quando o ambiente não é ameaçador, o professor se sente estimulado a produzir melhor."
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Os (Des)caminhos da Educação Paulista
A educação paulista há 16 anos esta sendo administrada pelo mesmo partido, desse modo, todos poderiam acreditar que os resultados obtidos fossem de referência, contudo as mudanças de rumo no maior estado da federação causa sério prejuízo aos alunos e como consequência na qualidade do ensino.
Claro que algumas ações foram positivas, mas nesse período cada governador e secretário que entrava queria deixar sua marca e com isso, a cada mudança, mais problemas, quando acertava o outro entrava e mudava, pois a competição existe mesmo dentro de um mesmo partido.
Desde 1995, o governo vem impondo drásticas mudanças, sem consultar os professores, gestores e sindicatos, o que demostra total falta de diálogo, sendo assim, os principais envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem sofrem cotidianamente com as revoluções milagrosas (que na maioria não apresentam resultados) e os engodos educacionais.
Uma outra característica da educação paulista é a utilização dos meios de comunicação para divulgação de suas ações, contudo nem sempre o que é divulgado, de fato é o que acontece no ambiente escolar e por várias vezes expondo o professor como responsável pela falta de qualidade no ensino, quando o verdadeiro responsável é o governo.
Segue abaixo alguns exemplos que ultimamente mudaram o rumo da educação paulista:
Bonificação por Resultados – BR (LC 1078/2008, Res. Conj. CC/SF/SEP/SGP-1 e 2 de 03/03/2009, Decreto 54173/2009, Decreto 54174/2009, Res. Conj. CC/SF/SEP/SGP-3 27/032009, Res. SE 22, 23, 24 e 25/2009, Resolução Conjunta CC/SF/SEP/SGP-5 07/08/2009, Res. SE 30, 31, 32, 33, 34 e 43/2010) O governo há anos ao invês de dar aumento cria a política de bônus, quem atinge as metas tem até 3 vezes o salário, com isso nem sempre os meios são licitos para atingir os resultados, pois na verdade para o governo o que vale é o número e os indices nas avaliações institucionais e não a qualidade. Estes números sem uma ação efetiva de intervenção não trará nem um benefício para a escola e a sociedade. O engodo maior e divulgar que os professores podem ganhar até 15 mil reais, MENTIRA até hoje nunca vi nenhum funcionário ganhar este valor, até pq os salários são baixos.
Programa Ler e Escrever/Programa Intensivo no Ciclo (Res. SE 83 e 86/2007, Res. SE 86,90 e 96/2008, Res. SE 66 e 92/2009) Programa de alfabetização muito rico, correto, com ações diretas e pontuais afim de garantir o processo de letramento para todos os alunos, o problema e que esse programa mostra o quanto estamos atrasados, pois as técnicas usadas na sua maioria são de 1983. Mas como na história da educação brasileira, sempre a educação básica copiou as ações de outros países, sem desenvolver uma ação efetiva em função de suas necessidades e especificidades. Entretanto, se faz justo e necessário deixar claro que o governo tem sérias preocupações com este segmendo de ensino. O material é adequado e os professores são capacitados para a ação. O engodo apenas é a história de dois professores no primeiro ano, isso não existe, o governo deveria falar a verdade, existe um professor e um estudante que esta matriculado no segundo semestre no curso de pedagogia e letras, mas quem faz letras só tem a opção de estudar sobre alfabetização no final do curso, com isso o professor regente perde muito tempo treinando e capacitando esse aluno-professor. Os estudos mostram que um professor para 20 alunos tem muito mais resultado do que dois para 40 alunos.
Concurso Público/Contratação temporária/Terceirização (Decreto 53.037, 53.161/08, Decreto 55144, 54556, 54682/2009, LC 1093/2009, Instrução DRHU-2/2009, Res. SE 80, 87, 90 e 91/2009, Res. SE 02, 08,09, 26, 29 e 44/2010, Decreto nº 55.983 e 56.002/2010) Todos concordam que professores efetivos criam um vínculo na unidade escolar e os estudos comprovam a melhora na qualidade de ensino, mas o governo criou uma nova fase no concurso público e com isso mais um engodo e desperdício de dinheiro. Os professores escolheram a escola antes de terminarem o curso, muitos estão fazendo apenas pelo ponto ou pela ajuda de custo, que antes era um valor e depois passou a ser outro, antes era uma carga horária, agora é outra, ou seja, o governo não pensou na prática na hora de criar a lei, e com isso mais um engodo. As escolas sofrem com a terceirização dos serviços e quando tem problemas com a justiça do trabalho são abandonadas e os gestores precisam administrar todos os problemas sozinhos e muitas vezes os sindicatos ajudam muito mais do que o governo. Quanto a contratação temporário tem sido um terror, como pensar em educação de qualidade, quando os profissionais da educação naõ sabem se vão ou não continuar na escola, como alguém pode desenvolver um bom trabalho, sabendo que não conitnuara naquele espaço de aprendizagem no ano seguinte ou depois de alguns meses.
Contratação por Tempo Determinado – Servidores admitidos após 02/06/2007 (LC 1010/2007, Comunicado Conjunto UCRH/CAF-1/2008, LC 1093/2009, Decreto 52.682/2009, Res. SE 67 e 68/2009, Instrução Normativa UCRH 2/2009, Comunicado EATII/DRHU de 11/03/2010) Só na educação paulista que professor é tratado por letra: F, L, O, V, S, I, essas categorias possuem deveres iguais, mas direitos diferentes, isso só aumenta o descontentamento da classe. O governo não bancou a prova do OFA e teve que permitir a contratação de professores que nem fizeram a prova, todos já sabiam que isso iria acontecer, o governo só aprende quando as situação aperta, mas isso ele nao divulgou na imprensa, apenas que os professores contratados passariam por prova, mas a falta de professores isso como sempre foi camuflado.
Escola de Tempo Integral (Res. SE 89/2005, Portaria Conjunta Cenp/DRHU/2006, Instrução CENP 08/12/2006, Res. SE 93/2008, Res. SE 07/2010) A necessidade de escola de tempo integral é um fato, a própria legislação obriga os sistemas de ensino, mas a escola de trmpo integral em São Paulo é piada, os alunos ficam na escola as vezes como castigo, sem contar a falta de infraestrutura e condições para a realização das oficinas curriculares. Em muitos lugares até apelidaram de escola de tempo infernal, triste, muito triste.
Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores do Estado de São Paulo (Decreto 52.833/2008, LC 1080/2008, Decreto 55.717/2010, Res. SE 42/2010) Não sei bem quem será formado por essa escola, se for da mesma forma que estão desenvolvendo o curso da terceira fase do concurso é uma palhaçada, para quem não sabe ao responder as questões no sistema da SEE o mesmo informa quando o professor comete algum erro, sendo assim todos passarão literalmente pela escola de formação. Cadê a qualidade? se errar o computador dá a resposta certa.
Jornadas de Trabalho Docente (LC 1094/2009, Decreto 55078/2009) Mais um engodo, cria-se jornadas que muitos professores não conseguer assumir, o governo sabe disso, mas não faz nada para mudar, sempre promete alguma solução, mas esta nunca vem. Apenas como dado, um professor que acumula cargo e tem uma jornada inicial e uma integral, tem uma carga de 64 aulas semanais, qualquer pessoa sensata sabe que não tem como ter qualidade com tamanha carga de trabalho.
Licença Saúde – DPME (Decreto 29180/1998, Decreto 51738 e 52088/07, Comunicado DPME-6/2006, Comunicado UCRH 30/2008,LC 1041/2008, LC 1.123/2010) HUMILHAÇÃO, essa é a sensação da grande maioria que depende de licença médica e do dpme, primeiro pq os funcionários da educação não podem ficar doente, o governo permite apenas seis consultas ao ano, claro que precisa regularizar a baderna que estava antes, mas dessa forma só piora, pois os professores e gestores estão trabalhando doente, com pressão para bônus, cumprimento do IDESP, e quando ficam ainda mais doentes e precisam se ausentar, passar pelo descaso da perícia médica, lá os péritos nem olham no rosto da pessoas e muitos não respeitam os laudos médicos e como advinhas ou possuidores de bola de cristal estabelecem como deuses os seus vereditos. Qualidade não combina com humilhação, não façam com os professores, o que o governo repudia e com razão que seja feito com os alunos.
Progressão Continuada (Indicação 08 e Deliberação 09 CEE/1997) Em tempos de eleição, todos focam na progressão continuada, claro que ninguém e contra a progressão, o que todos são contra e com toda a razão e com o descaso junto ao aluno, que passa anos na escola e não aprende nada. O problema e a forma como a progressão é feita na rede estadual, a legislação é muito claro, o aluno avança, mas suas dificuldades devem ser sanadas ao longo dos anos, sendo assim se respeita o tempo, limite e forma de aprender de cada aluno, a escola dessa forma respeita a diversidade cognitiva, contudo, sabemos que isso não acontece, talvez por falta de conhecimento das estratégias, ou por falta de vontade política mesmo, a educação é vista muito mais pelo lado numérico do que pelo lado humano e com isso sofre o aluno que fica durante o ensino fundamental e médio e ao término tem sua produção textual anulada no SARESP pq o corretor não conseguiu ler, triste, mas real.
Proposta Curricular do Estado de São Paulo (Res. SE 76/2008) O governo precisava mesmo organizar o curriculo da rede, estabelecendo o que deve ser ensinado em cada série e em cada bimestre até para garantir a equidade e uma possível qualidade, até pq a lei assim determina, o que acho estranho é o governo querer impor para todos a mesma forma de ensinar, assim fazemos uma lavagem cerebral. Os cadernos de aprendizagem é uma cartilha para o educador paulista, mas para que estes cadernos, se o governo federal, por meio do PNLD, envia livros para todos os alunos, o governo poderia investir o dinheiro em outras ações. Outra coisa muito importante, uma das ações principais da escola é desenvolver a criticidade, mas só podemos potencializar nos alunos, se os professores puderem também desenvolver a sua, mas isso é coisa raro nestes 16 anos. A mordaça sempre se faz presente de forma direta ou indireta.
Reforço e Recuperação Paralela (Res. SE 92 e 93/2009, Instrução CENP 11/01/2010, Instrução Conjunta CENP/DRHU 02/02/2010) Esse foi o último engodo governamental, o próprio secretário escreveu em um grande jornal que o programa multiplicando saber (aquele que pagava para o aluno que não sabe, para o aluno que sabe e para o coordenador que tinha que montar a turma) não tinha nenhum vínculo com a rede, apenas esqueceu de tirar então o logo do governo e da secretaria do release que foi distribuido e que por muito tempo ficou no site da SEE. A recuperação e reforço tem sido um grande problema, esse ano até que o governo evoluiu ao atribuir no começo do ano uma carga horária para recuperação, mas como sempre, começou bem e depois perdeu-se no caminho, e até agora ninguém encontrou o rumo.
Claro que tudo o que foi escrito refere-se a um olhar e respeito a todos os outros, por isso o blog sempre foi um espaço aberto a todos, aos que concordam e aos que discordam.
Á todos o meu muito obrigado pela sempre visita.
Certo do carinho e atenção. Vamos agora refletir, discutir e pensar, aqui tudo isso é muito bem vindo.
sábado, 29 de maio de 2010
Progressão pode mudar
Apenas um correção, o regime de progressão continuada (mesmo que com outro nome) teve início em São Paulo em 1918 com Sampaio Doria. No Estado de São Paulo também em 1984 teve início o Ciclo Básico.
Fonte: Jornal da Tarde, de 27/05/10 - Felipe Oda, felipe.oda@grupoestado.com.br
Os alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental não deverão ser reprovados. A recomendação para que as escolas particulares e públicas do País evitem repetir alunos com idade entre 6 e 8 anos voltou a ser defendida, ontem, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista à rádio CBN. A ideia é evitar a evasão escolar nos primeiros anos de ensino.
A medida, que não tem caráter de lei, precisa ser definida pelo Conselho Nacional de Educação. Haddad disse que pretende transformar os três primeiros anos em um ciclo de alfabetização.
Em 2008, data do último censo escolar nacional, 521.705 crianças dos dois primeiros anos do fundamental foram reprovadas. Dessas, 57.954 só no Estado de São Paulo, seja por excesso de faltas ou abandono do ano letivo.
A abolição da repetência no ensino fundamental, denominada progressão continuada, foi estabelecida em 1997 no Estado. Na capital, a medida passou a vigorar só em 1998.
O ensino fundamental foi dividido em dois ciclos e os alunos só podem ser reprovados no 4º e 8º anos. Caso a diretriz seja aprovada pelo Ministério da Educação e o governo municipal acate a recomendação, um terceiro ciclo será criado.
Para a professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Neide Noffs, a criação de mais um ciclo não trará benefícios aos alunos e professores.
“A reprovação não deu certo, mas esse modelo (ciclos) também não está dando resultado. Demorar quatro ou três anos para identificar as dificuldades do aluno é muito tempo”, diz Neide.
“Outras políticas públicas deveriam ser criadas para melhorar o desempenho de alunos e professores na sala de aula, como o acompanhamento individual do aluno, avaliações periódicas, melhores condições de trabalho”, afirma a professora.
A relação entre evasão escolar e repetência também é criticada. “O aluno abandona a escola quando não sente que tem subsídios para continuar. Ele tem noção das dificuldades. Isso o desestimula”, analisa.
Histórico
A primeira tentativa de estabelecer a progressão continuada em São Paulo aconteceu em 1968, quando o professor José Mario Pires Azanha criou um sistema na rede estadual de ensino que eliminava a reprovação da 1º para a 2º séries e da 3º para a 4º séries.
No entanto, o modelo foi abolido durante o governo militar.
Nas escolas da capital, a progressão em três ciclos foi implantada por Paulo Freire, quando o educador foi secretário municipal de Educação, entre 1989 e 1991.
O mesmo ocorreu na época em várias outras capitais brasileiras, mas não houve continuidade dessas políticas.
Em 1998, o Conselho Estadual de Educação propôs a adoção da volta da progressão continuada. A partir daí, o ensino fundamental foi dividido em dois ciclos e as repetências passaram a ser definidas apenas por faltas em excesso ou em caso de abandono do ano letivo.
sábado, 29 de agosto de 2009
Ribeirão quer participação de pai na reprovação de aluno
É importante lembrar que com o fim do regime de progressão continuada, os índices de retenção podem voltas as esferas de 40% a 50% o que não representa qualidade de ensino. Não é pq se reprova muito que a cidade oferece ensino de qualidade. Outra coisa, a motivação para as práticas escolares estará voltada diretamente para a prova e não para o aprender. A escola volta a valorizar os conhecimentos momentâneos e não mais aprendizagem para a vida. Sendo então o Conselho de Classe participativo talvez minimize um pouco os resultados, pq muitos professores reprovam os alunos por questões comportamentais e nem sempre em função dos mecanismos de ensino e aprendizagem. Uma pena a cidade regredir e voltar para o sistema de seriação que criará excluídos em potencial. Com isso a escola perde sua função de incluir e integrar. Os resultados mostrarão. Pena que alguns serão vítimas do sistema de ensino e nada poderão fazer.
Fonte: VERIDIANA RIBEIRODA - FOLHA RIBEIRÃO - 28/08/2009
A partir do próximo ano letivo, pais e estudantes da rede municipal de Ribeirão Preto poderão dividir com os professores a decisão de reprovar ou promover os alunos do ensino fundamental matriculados em escolas da prefeitura.O plano prevê alterar a formação do conselho de classe, hoje composto exclusivamente por professores, incluindo representantes de pais e de alunos em sua organização. É o conselho que decide pela retenção ou promoção dos alunos quando eles não atingem o desempenho mínimo exigido.A proposta de alteração da composição do conselho de classe está sendo discutida pelo Conselho Municipal da Educação, que se reúne no próximo dia 8. Ainda assim, segundo Luís Lopes, representante da Secretaria da Educação de Ribeirão no conselho, a tendência é que ocorra a mudança."Aparentemente, na comissão de ensino fundamental [do Conselho Municipal de Educação] não houve desacordo. Mas não sei como será no plenário", afirmou Lopes.Além da proposta, o conselho está discutindo como os alunos do ensino fundamental da rede municipal serão avaliados a partir de 2010, quando já estará extinto o sistema de progressão continuada. A ideia de acabar com o sistema de progressão partiu da prefeita Dárcy Vera (DEM), como revelou a Folha em janeiro. Após críticas e polêmicas -o presidente do conselho, José Marcelino Pinto, era contra-, foi aprovado em março e oficializado ontem no "Diário Oficial do Município".
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Ribeirão limita aprovação automática na rede municipal
Parabéns a Ribeirão Preto, enxergar a necessidade de arrumar a casa é o primeiro passo para pensar em uma educação de qualidade, pois a progressão continuada da forma como acontece e é aplicada permite que alunos cheguem ao ensino médio por vezes sem saber ler e escrever, elementos básicos e essenciais para avançar nos estudos. Concordo que a avaliação não deve punir o aluno, acredito que ela tem a função de estabelecer caminhos, metas aos professores e a retenção deve ser utilizado como último instrumento pedagógico, ela deve ser a excessão e não a regra. A mudança se faz necessário, tanto que o Estado de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Educação anuncia mudanças nos ciclos para o ano de 2010 passando dos atuais dois para quatro ciclos no próximo ano, também foi anunciado que seria discutido com toda rede a implantação dos ciclos. Até hoje nada foi discutido ou apresentado aos professores e gestores escolares.
09/04/2009 - 17h34 - Agência Estado
A partir de 2010, alunos da rede municipal de Ribeirão Preto da quarta série do ensino fundamental em diante não serão mais submetidos à progressão continuada, o sistema de não repetência escolar. A aprovação automática só ocorrerá até o terceiro ano, período de alfabetização das crianças.A medida foi aprovada pelo CME (Conselho Municipal da Educação), ontem, a partir de projeto encaminhado pela prefeitura em janeiro. A rede municipal tem cerca de 21 mil alunos e a secretária municipal de Educação, Débora Vendramini, disse que será iniciado um planejamento para a mudança."O planejamento e a avaliação vão caminhar juntos, já que faremos o acompanhamento dos alunos", comenta Débora. Para ela, a medida vai elevar a autoestima dos estudantes, que não poderão desanimar. "A experiência da progressão continuada tem mostrado que a criança precisa aprender, com algo pensado, gestado, discutido." Segundo ela, havia insatisfação, mas a votação do CME foi tumultuada, com as pessoas contrárias ao fim da progressão continuada tentando adiar a decisão: o fim da medida foi por 14 votos a 5."Não é reprovar, punir, mas devemos amparar o aluno no seu processo de aprendizagem, capacitando também os professores e diretores, envolvendo todos", disse Débora. Ela foi diretora de escola pública estadual e disse que a filosofia da progressão continuada é importante, mas "na prática houve distância entre o pensar e o realizar". Para 2010, o município adotará avaliações bimestrais e reforços escolares e contratará mais professores.
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