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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rede municipal de SP aplica prova São Paulo nesta quarta e quinta-feira

Fonte: 10/11/2010 - 07h00 Da Redação - UOL educação - Em São Paulo
As escolas municipais da rede municipal de São Paulo farão nesta quarta (10) e quinta-feira (11), a Prova São Paulo 2010. Cerca de 320 mil alunos do ensino fundamental do ciclo I (2º ano do fundamental de 8 anos, 4º ano, 3º e 4º anos PIC e 3º ano por amostragem) e parte do ciclo II (2º ano, 4º ano, 1º ano com proficiência menor que 150 em português, 1º e 3º anos por amostragem).
A prova irá avaliar o desempenho dos estudantes, usando como referência a escala do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). O exame está na 4ª edição. Alunos com necessidades educacionais especiais farão as mesmas provas dos demais estudantes, por meio de material adaptado, aplicadores especiais (ledor ou escriba) e com provas ampliadas e em braile.
Na avaliação de língua portuguesa, no dia 10, os alunos deverão fazer uma prova e uma redação. No dia 11, será aplicado exame de matemática.
Nas duas disciplinas, os alunos do 2.º e 3.º anos do Ciclo I e 3.º ano do PIC responderão a 28 questões de múltipla escolha. Já os estudantes dos demais anos terão 36 questões. No ano passado eram, respectivamente, 20 e 32 questões. O aumento, segundo a secretaria, permitirá avaliação de maior número de habilidades dos alunos. A duração da avaliação será de 3h30.
Os professores aplicarão as provas, sendo que os do ciclo I ficarão responsáveis pela sala de aula em que não lecionam. Os do Ciclo II aplicarão os testes em qualquer turma, com exceção dos professores de língua portuguesa e de matemática, que não podem aplicar provas de suas disciplinas. Os alunos serão orientados a levar apenas lápis, borracha e caneta azul ou preta.
No dia 11, será aplicado também um questionário de hábitos de estudo para os estudantes. Pais, professores, coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores deverão preencher o questionário socioeconômico e entregá-lo ao coordenador local da prova até o dia 11.
Escala Saeb
Em 2007, a avaliação havia sido feita com duas escalas diferentes. A prova do 2.º ano teve uma escala própria, enquanto as dos demais anos estavam na escala Saeb. Em 2008, todas já tiveram como base o Saeb – utilizado pelo MEC (Ministério da Educação) para avaliar alunos de todo o país – assim como em 2009. Com a continuidade do critério em 2010 será possível observar o desenvolvimento de um determinado aluno, ano a ano do ensino fundamental, e comparar seu aprendizado com o desenvolvimento da educação em todo país.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Professor não aprende a avaliar aluno, diz especialista

E o governo será que sabe utilizar de fato os resultados das avaliações institucionais? Já que todos falam com clareza que o professor não sabe avaliar, se isso é um fato, pq até agora ninguém pensou em dar condições, formação para o professor poder utilizar os elementos da avaliação em seu cotidiano. O problema esta justamente nisso, todos sabem apontar, mas dar caminhos, isso não, assim fica mais fácil jogar a culpa sempre no professor, haja costas largas...
Fonte: 05/05/2010 - 12h33 - Ana Okada - UOL educação - Em São Paulo
Apenas 1% dos cursos de graduação para professores têm matérias específicas sobre provas e avaliações nacionais, afirma Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas. "O uso de avaliações por parte de professores depende de conhecimento e não do uso 'cego',", salientou, durante palestra na feira Interdidática, ocorrida no final de abril, em São Paulo.
Ela pesquisou os currículos das licenciaturas e cursos de pedagogia brasileiros por meio de dados oficiais divulgados entre 2001 e 2006. A falta de disciplinas sobre avaliação se reflete em como os docentes avaliam seus alunos. Dentre exames feitos por professores e analisados por Bernardete, a pesquisadora afirma ter encontrado "provas incoerentes, feitas 'no joelho', que não foram pensadas com nenhum referencial didático contemporâneo".
Essa falta de formação --tanto para provas escolares quanto para governamentais (como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e a Prova Brasil)-- é problemática, pois os docentes "saem sem formação minima para entender as avaliações e fazer críticas fundadas", aponta.
Os profissionais, de acordo com a professora, usam mais a "sensibilidade" do que conhecimentos acadêmicos para avaliar: "Não basta. Precisamos caminhar para ter processos de avaliação desenvolvidos pelo professor", diz.
Na escola
A pesquisadora explica que as avaliações podem alavancar mudanças no dia a dia escolar. Para isso, "é preciso saber fazer e saber ler os dados, interpretar, levantar aspectos pedagógicos, procurar soluções didáticas e mostrar possibilidades de superação de dificuldades pelos meios que dispomos nas escolas", diz.
E isso "bate" na formação docente: em seu estudo, Bernardete constata ainda que, nos cursos que oferecem formação em avaliações, o conteúdo dado trata-se mais de críticas do que de base teórica para entender seu funcionamento. "Os alunos só tem crítica abstrata daquilo que nem conhecem", diz.
Reformulação de currículo
Para resolver o" grande desafio da educação brasileira", segundo aponta a pesquisadora, é preciso que haja uma reformulação do currículo dado nas licenciaturas --tarefa a ser feita pelo governo e pelas universidades. "Nunca tivemos uma política pública da união em relação a aprimorar a formação das licenciaturas e, hoje, estamos numa situação relativamente caótica".
A docente critica a formação a distância, que exige uma alta capacidade de leitura e estudo que nem todos os estudantes têm e diz que os sindicatos deveriam cobrar a qualidade na formação em suas plataformas.
Outro fator apontado é a dificuldade que os graduandos de licenciatura têm em realizar o estágio obrigatório em escolas. "Como você vai fazer estágio de 1ª a 4ª série em curso noturno? Não existe. Eles fingem que fazem estágio... a maioria não faz", conta. Para evitar isso, a pesquisadora aponta que deveria haver mais bolsas para cursos diurnos em vez de noturnos.
Uso de avaliações
A professora diz que a cultura de avaliações começou a ser pensada no final dos anos 80 e se consolidou nos anos 90, enquanto outros países já tinham sistemas avaliativos. Apesar de hoje estarmos além do pensamento de provas como "punição" ou "seleção", a docente diz que as escolas brasileiras ainda usam avaliações apenas como "sinalizadores".
"Precisamos decifrar esses sinalizadores, isso depende de conhecer metodologicamente esses processos. Não estou dizendo de dominar firulas estatísticas, mas a lógica e seus conteúdos, que permitem interpretar esses processos para usá-los em sala de aula".

domingo, 24 de maio de 2009

Cidade de São Paulo cria mais uma avaliação

A avaliação institucional é uma excelente ferramenta para o estabelecimento de políticas públicas de educação, haja vista que a prova mostra o desempenho do sistema municipal de ensino. Como a própria matéria diz já existe a prova São Paulo e a cidade participa da Prova Brasil que é aplicada pelo governo federal e que estabele o Ideb (índice de desenvolvimento da educação básica) para todos os sistemas de ensino nacional. Entretanto, precisamos tomar alguns cuidados, as provas servem como referência para a reflexão e tomada de novas decisões afim de sanar os problemas inferidos, muito bem, se o sistema municipal já não consegue melhorar sua prática aplicando provas anualmente, como será possível com provas a cada seis meses. Isso não é nem utopia, e tentar garantir números, pois as medidas em eduçação não podem e não devem ser a curto prazo, pois quando essas acontecem não garantem continuidade e qualidade duradoura, já as ações a médio e longo prazo em educação possuem melhores resultados. Não sou contra avaliações, pelo contrário, mas utilizar um instrumento importante sem critérios, tornará a prática sem função e então deixará de avaliação e passará a ser auditoria.
Fonte: 23/05/2009 - Adriana Ferraz - do Agora
Os alunos da rede municipal de ensino serão submetidos a mais uma avaliação, a Prova da Cidade, a ser aplicada na 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do ensino fundamental. A intenção, segundo o secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, é saber o quanto os alunos aprenderam ao final do primeiro semestre de 2009. A avaliação acontece já no próximo mês, nos dias 16 e 17 de junho. As escolas que aceitarem participar --a prova não é obrigatória-- terão até sexta-feira que vem para entrar em contato com a Secretaria Municipal da Educação, segundo portaria publicada no "Diário Oficial" da Cidade. Desde 2007, a prefeitura também aplica a Prova São Paulo, que permite comparação de resultados com a Prova Brasil, do governo federal, que é feita bianualmente. Com o acréscimo da Prova da Cidade, os estudantes municipais serão submetidos a três avaliações externas este ano --fora as provas bimestrais aplicadas pelas escolas. "É importante que as crianças façam provas. Elas não são solução para os males da educação, mas ajudam no trabalho. Todo mundo passa por testes, a vida toda", disse Schneider.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

MUITO SE FALA EM AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL, DEIXO CLARO QUE NÃO FALO DA AVALIÇÃO PUNITIVA, ONDE SE JOGA SEM CRITÉRIOS A RESPONSABILIDADE NO PROFESSOR E NÃO EM UM SISTEMA QUE TEM SÉRIAS DIFICULDADES DE GESTÃO. QUANDO PENSO EM AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL, ESTABELEÇO COMO INSTRUMENTO QUE ESTABELECERÁ UM DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ENSINO E COM ESSES DADOS TRAÇA-SE POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO COM O OBJETIVO DE FORTALECER E SUPERAR AS DIFICULDADES ENCONTRADAS EM TODOS OS ASPECTOS PEDAGÓGICOS E ADMINISTRATIVOS. NA MINHA MODESTA OPINIÃO A AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL É COMO A AVALIAÇÃO MEDIADORA, FORMATIVA QUE DEVE SER O FOCO DO EDUCADOR EM SALA DE AULA, HAJA VISTA, QUE A AVALIAÇÃO É UM MOMENTO DE REFLEXÃO PARA TOMADA DE NOVAS DECISÕES, PARA A MELHORA E SUPERAÇÃO DOS PROBLEMAS (QUE SÃO MUITOS) ENCONTRADOS COTIDIANAMENTE NAS UNIDADES ESCOLARES. PROFESSORES O QUE ACHAM DA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E FORMATIVA? OPINEM.