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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Brasil cumpre 2 de 6 metas de educação firmadas pela Unesco

Um relatório divulgado nesta quinta-feira, 9, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que o Brasil avançou na área educacional nos últimos 15 anos, mas só cumpriu duas de seis metas estabebelecidas em 2000 no "Marco de Ação de Dakar, Educação Para Todos (EPT): Cumprindo nossos Compromissos Coletivos". 

O EPT lançou uma agenda com seis objetivos educacionais para serem alcançados por 164 países até 2015. O Brasil cumpriu apenas o alcance da educação primária universal, sobretudo para meninas, minorias étnicas e crianças marginalizadas; e o alcance da paridade e a igualdade de gênero, isto é, a mesma proporção de homens e mulheres nas escolas. 

O relatório destaca que, no Brasil, grandes diferenças em oportunidades educacionais estão associadas às disparidades entre meio rural e urbano e à desigualdade de empenho e investimento do governo no setor. Ainda segundo o documento, o País não alcançou redução de 50% nos níveis de analfabetismo de adultos até este ano, compromisso alcançado apenas por 25% dos 73 países que participaram da coleta de dados. 

Na América Latina, Cuba foi o único país a cumprir as metas estabelecidas. Para a Unesco, é preciso investir US$ 22 bilhões a mais todos os anos para garantir as metas globais para 2030.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Brasil é 88 em índice de desenvolvimento da educação

Fonte: 20/01/2010 - 10h32 - Agência Estado - Em Brasília
O alto Índice de Desenvolvimento Humano que o Brasil conquistou há dois anos não chegou à educação. O relatório Educação para Todos, divulgado hoje pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) mostra que a baixa qualidade do ensino nas escolas brasileiras ainda deixa milhares de crianças para trás e é diretamente responsável por manter o país na 88ª posição no IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional), atrás de países mais pobres como Paraguai, Equador e Bolívia.
quatro dados que a Unesco usa para montar o IDE, em três o Brasil vai bem e tem resultados acima de 0,900 - o mínimo para ser considerado de alto desenvolvimento educacional. São bons os números de atendimento universal, analfabetismo e igualdade de acesso à escola entre meninos e meninas. Já quando se analisa o índice que calcula quantas das crianças que entraram na 1ª série do ensino fundamental conseguiram terminar a 5ª série, o País despenca para 0,756, um baixo IDE.
Educação no mundo
O relatório de 2010 do programa Educação para Todos, da Unesco, aponta que 72 milhões de crianças no mundo ainda estão fora da escola. No ritmo atual, serão ainda 56 milhões em 2015, e não há indícios que isso será acelerado nos próximos anos.O analfabetismo atinge ainda 759 milhões de pessoas e a perspectiva é que diminua para 710 milhões nos próximos 15 anos. Sem contar que a má qualidade das escolas e a alta evasão não garantem que o acesso às salas de aula se transforme em ensino efetivo.
Dos 128 países para os quais a Unesco obteve dados para esse relatório, 62 devem atingir as metas de acesso à educação de qualidade. Outros 36, entre eles o Brasil, estão a caminho, mas tem resultados mistos, com problemas especialmente no analfabetismo e na qualidade. Trinta 30 estão longe das metas e até regredindo, como é o caso da República Dominicana e da Venezuela.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma Educação para poucos ou para todos?

Apenas para reflexão...
08/04/2009 - 12h40 "O Brasil não sabe educar a todos", diz Haddad Da RedaçãoEm São Paulo - Folha O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (8) que "o Brasil não sabe educar a todos". "Metade dos alunos recebe educação adequada. Os outros 50% estão com notas muito baixas. Precisamos equalizar nossa qualidade de ensino", afirmou.O discurso foi proferido em conferência com cerca de 300 comunicadores de radiodifusão, em encontro promovido pelo MEC (Ministério da Educação), em Brasília. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O ministro afirmou que, para melhorar a educação, o investimento passou de R$ 20 bilhões, em 2002, para R$ 47 bilhões em 2009. Além disso, Haddad disse que o Brasil possui um dos melhores sistemas do mundo para avaliar a qualidade da educação que oferece - embora não esteja entre os países com melhores níveis educacionais. "Temos uma das mais precisas radiografias do mundo em educação. Temos o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], divulgado a cada dois anos. E divulgamos o resultado por escola, porque achamos que isso ajudad a escola a melhorar", disse.O Ideb, de acordo com o ministro, é um indicador criado na escala de zero a dez para facilitar o entendimento. "Todo mundo entende o que significa uma nota nessa escala. É de fácil compreensão e todas as escolas públicas urbanas têm sua nota na internet", disse.No discurso aos comunicadores, Haddad fez um balanço das ações da pasta que comanda, passando pela educação básica, pelo ensino superior e pela pós-graduação.